<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607</id><updated>2012-02-07T18:01:49.809-08:00</updated><title type='text'>Arquivos do Xis</title><subtitle type='html'>impressões do cotidiano, literatura, política,
filosofia barata e abobrinhas em geral.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-2348622726913719520</id><published>2011-12-31T04:33:00.001-08:00</published><updated>2011-12-31T04:33:35.530-08:00</updated><title type='text'>Esse outro mundo</title><content type='html'>E se for mesmo real a existência de mundos paralelos? E se, para cada ato que realizamos, houver uma outra escolha e o mundo se desdobrar em outro para aquela opção que deixamos de fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensemos assim, cada vez que temos uma escolha pra fazer, o mundo se desdobra em uma realidade alternativa, com as outras escolhas possíveis. Infinitas possibilidades, infinitas realidades. O mundo acontece de outros modos e, porque não?, depois se reencontra (ou cruza, ou não) com este nosso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos, ainda, que em cada realidade paralela nossos “outros eu” vivenciem – obviamente – situações que não foram experimentadas pelo que conhecemos como mundo. Vão a locais onde nunca fomos, passam por situações que em nada tem a ver com nossa rotina, nosso cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, imaginemos que esses outros mundos, como dito acima, se toquem ou se fundam em algum momento. Não será esse um bom motivo para termos sensações de “deja vu”? A certeza de já termos visto uma pessoa com quem nunca encontramos. A impressão de já se ter estado em um local onde se foi. A impressão de já termos vivido coisas que nunca aconteceram em nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta de mundos alternativos / realidades paralelas (ainda que cientificamente improvável) já foi motivo de filmes, romances, contos, revistas em quadrinho. Alan Moore, J J Benitez, Richard Bach e muitos outros já se valeram desse tema para suas (excepcionais) histórias. Enfim, eu gosto da ideia improvável de que isso seja verdade, gosto da ideia de haja realidades acontecendo ao mesmo tempo, que possamos viver tudo ao mesmo tempo agora e que vez ou outra essas realidades se toquem nos trazendo memórias não acontecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tudo aquilo que queiramos viver aqui e agora, esteja acontecendo em algum desses outros mundos. Talvez aqui esteja acontecendo tudo o que, lá no outro mundo, nosso outro-eu quisesse viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-2348622726913719520?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/2348622726913719520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=2348622726913719520' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2348622726913719520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2348622726913719520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2011/12/esse-outro-mundo.html' title='Esse outro mundo'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-6667438855572638431</id><published>2011-12-07T02:20:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T02:23:10.099-08:00</updated><title type='text'>Impressões de Paris – parte 03: Paris é tensa</title><content type='html'>A mais tradicional imagem de Paris é a de cidade romântica. Inúmeras pontes sobre o rio que divide a cidade, passeio de barco, cafés, bistrôs... A cidade é praticamente um cenário para que os casais possam andar de mãos dadas, apreciando a arquitetura (bege!), monumentos, parques e, porque não?, estações de metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, se no passado a cidade foi um marco com casais se beijando pelas ruas, em uma época em que isso causava certa transgressão social, se havia demonstrações explícitas de romantismo no ar (sobretudo por ser o berço dos movimentos literários que estimularam as demonstrações dessa natureza), hoje é uma cidade como todas as outras, com pessoas apressadas, indo e vindo do trabalho. E com turistas. Milhares deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a cidade é bela, mas o tão falado romantismo não está, de fato na cidade: está em nos turistas que buscam o romantismo por lá. Sim, o cenário é cinematográfico, mas houve uma construção para que ALI fosse tido como romântico. Há umas centenas de cidades na Europa com características semelhantes, mas a literatura e cinema construíram aquela imagem da Paris e todos nós compramos a ideia sem questionar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parisiense é um cidadão inquieto, apressado e barulhento. Como dito, ele precisa ir ao trabalho, precisa pagar contas, pegar filas, enfrentar metrôs, assistir aulas. O dia-a-dia dele é igual ao meu e ao seu. Não existe, para ele, essa suposta aura romântica no ar. Mas existem os milhares de turistas pela cidade (sendo que muitos deles são mal educados ao extremo). O trânsito é caótico e, em que pese sejam os motoristas educadíssimos com os pedestres, nunca se incomodam em “pregar a mão” na buzina do carro. Pouco importa o horário, frise-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-tYPDgMK0gwY/Tt8-czKcUmI/AAAAAAAAAFA/i0wN5on1H0c/s1600/DSC_0147.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-tYPDgMK0gwY/Tt8-czKcUmI/AAAAAAAAAFA/i0wN5on1H0c/s320/DSC_0147.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5683329919256121954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a cidade não é romântica, mas as pessoas são românticas na cidade. Aproveitam que ela ajuda e se deixam fluir naquilo que foi um “constructo” mental, trabalhado na literatura e no cinema, e se entregam a um sentimento que existe nelas e que projetam na cidade. (mas poderia ser Bruxelas, Amsterdã, Oslo, Veneza, etc, etc, etc, etc...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paris é linda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-6667438855572638431?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/6667438855572638431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=6667438855572638431' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6667438855572638431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6667438855572638431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2011/12/impressoes-de-paris-parte-03-paris-e.html' title='Impressões de Paris – parte 03: Paris é tensa'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-tYPDgMK0gwY/Tt8-czKcUmI/AAAAAAAAAFA/i0wN5on1H0c/s72-c/DSC_0147.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-6997287374099069977</id><published>2011-11-02T13:23:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T13:34:40.309-07:00</updated><title type='text'>Impressões de Paris – parte 02: Paris é a Babel</title><content type='html'>Sabe o mito bíblico da famosa torre que almejava chegar ao céu e que industrioso patriarca celeste, com sua jocosidade literária, resolveu melar os planos fazendo com que os construtores se desentendessem, mudando as línguas que falavam? Pois é, o melhor retrato dessa piada é a cidade de Paris. A cada vinte metros você pode ouvir uns cinco ou dez idiomas diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é exagero. A cidade mais visitada do mundo fala o idioma pátrio e exige respeito quando se fala a língua deles. A permissividade brasileira, que se esforça para entender e traduzir qualquer tentativa arranhada dos turistas de falar português, não encontra reflexo no dia-a-dia parisiense. Não que haja má-educação ou mau-humor, como é geralmente alardeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tenta emendar um francês macarrônico, sem a acentuação devida e com uma palavra lembrando outra, o interlocutor ou diz que não está te entendendo ou te responde em inglês. Muito justo. Assim a língua se mantém. Eu mesmo quis comprar um “carte orange”, em uma tentativa ridícula de francês e a balconista me olhou com uma cara de “eu, heim!” e perguntou: “o senhor é brasileiro?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é essa nossa temática. O fato é que a cidade mais visitada do mundo traz consigo as línguas de cada um dos visitantes. Europeus, asiáticos, africanos, americanos. Uma invasão multicultural (muitas vezes pouco educada) por toda a cidade, fotografando, admirando bestificada a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5oUUDKIKxUg/TrGoht9nNNI/AAAAAAAAAEo/5IiLxF5yU50/s1600/DSC_0299.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-5oUUDKIKxUg/TrGoht9nNNI/AAAAAAAAAEo/5IiLxF5yU50/s320/DSC_0299.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670498703063332050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(foto do Louvre, que nem entrou nessa história, no salão onde fica a Monalisa)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Torre é um dos locais onde isso é mais evidente. As filas sempre enormes, com pessoas de todos os locais do mundo, cada um falando seu idioma. Até francês se ouve por lá (mas é pouco!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cidade vê as pessoas passarem, indo de monumento em monumento, em uma mistura de idiomas, etnias, sorrisos. Cada um falando uma língua, mas todos se entendendo na alegria de estar naquela cidade bege. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, os franceses continuam vivendo seu cotidiano, falando em francês e se incomodando com o excesso de turistas, que superlotam a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paris é linda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-6997287374099069977?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/6997287374099069977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=6997287374099069977' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6997287374099069977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6997287374099069977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2011/11/impressoes-de-paris-parte-02-paris-e.html' title='Impressões de Paris – parte 02: Paris é a Babel'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-5oUUDKIKxUg/TrGoht9nNNI/AAAAAAAAAEo/5IiLxF5yU50/s72-c/DSC_0299.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-9124382201742200815</id><published>2011-07-30T17:37:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T18:08:21.186-07:00</updated><title type='text'>Impressões de Paris – parte 01: Paris é bege</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uLb0iPW7iwc/TjSp-n8OlNI/AAAAAAAAAEg/UgkpsMGmU-s/s1600/DSC_0035.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-uLb0iPW7iwc/TjSp-n8OlNI/AAAAAAAAAEg/UgkpsMGmU-s/s320/DSC_0035.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635315927085913298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão não é minha, mas só tomei ciência disso depois que o Paulo me disse que o Mário Rui já a tinha dito antes. De qualquer forma, a primeira impressão que se tem de Paris, depois que se chega nela e se começa aperceber da arquitetura napoleônica, é que a cidade não tem cor. Aliás, tem cor. É bege.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é praticamente como era no século XIX. Salva dos bombardeios na segunda guerra mundial, a cidade se manteve como era: bela, conservada e bege. Tudo bem, estou sendo injusto... Paris não é apenas bege, também tem uns tons de cinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1Zw5YCkxLKI/TjSmz-uA-XI/AAAAAAAAAEY/6hkl13hRePA/s1600/DSC_0248.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-1Zw5YCkxLKI/TjSmz-uA-XI/AAAAAAAAAEY/6hkl13hRePA/s320/DSC_0248.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635312445686872434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos os lugares a cidade se repete. As construções mantêm o mesmo padrão, as mesmas cores. Muros e paredes sem tinta, tijolos aparentes, belas sacadas, janelões. Existe um “quê” de histórico no ar. Tudo remete ao passado. Placas nas casas informando que ali viveu ou morou ou dormiu ou morreu ou bebeu ou foi ao banheiro ou seja lá o que tenha feito, fulano ou cicrano ou beltrano. A gente quase se sente remetido ao tempo deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem assistiu o recente “Meia Noite em Paris”, é quase como se se fizesse a viagem a que o filme se propõe. Você vai ao mesmo bar onde Hemingway bebia, passa pelas ruas onde Voltaire passava, anda pela praça onde foi guilhotinada meia Paris durante os anos da Revolução, vai até a cela da Maria Antonieta e vê a recomposição do ambiente. É você dentro da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história que seria em preto e branco (aliás, em bege e cinza), se não fossem as pessoas. Como a cidade não tem tinta na parede e padece do quase monocromatismo, as pessoas se colorem. Homens e mulheres sempre bem vestidos. Aliás, como a Dani sempre diz, parecem que acabaram de sair de um catálogo de moda. Cores, muitas cores... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma cidade de poucas cores, com gente colorida e que exala o cheiro da história em cada esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paris é linda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-9124382201742200815?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/9124382201742200815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=9124382201742200815' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/9124382201742200815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/9124382201742200815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2011/07/impressoes-de-paris-parte-01-paris-e.html' title='Impressões de Paris – parte 01: Paris é bege'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-uLb0iPW7iwc/TjSp-n8OlNI/AAAAAAAAAEg/UgkpsMGmU-s/s72-c/DSC_0035.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-2566979203552596026</id><published>2011-06-12T15:51:00.001-07:00</published><updated>2011-06-12T15:51:29.065-07:00</updated><title type='text'>Sentimentos datados</title><content type='html'>Tenho a sempre impressão que as pessoas não sabem como sentir e menos ainda sabem expressar o que sentem. Aliás, não sabemos mais nada. Somos uma sociedade guiada pelas vontades de alguns e vivemos sob o signo do pré-determinado. Ouve-se aquilo que alguém entende que todos devem ouvir. Veste-se aquilo que a indústria diz que todos devem vestir. Cada dia existe menos espaço para o individual e tudo é uniformizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a uniformização cria até mesmo “temporadas do sentimento”. No Natal, todos se enchem de um sentimento de compaixão (esquecido pelo resto do ano). Dia das mães, dos pais, recém-inventado dia da avó (como se ela não fosse mãe), dias, datas, motivos de se presentear o homenageado. A evidente motivação comercial da data é esquecida e os homenageados são esquecidos pelo resto do ano, normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia dos namorados. Casais lotam a cidade, de mãos dadas em jantares, cinemas, passeios. O clima de amor invade a cidade, o estado, o país. Flores são distribuídas com bombons, perfumes e presentes diversos. Todo um ritual pré-estabelecido e ditado para uma data específica, onde há demonstração anuais de um carinho que deveria ser diário. Amanhã a vida terá voltado ao normal e o sentimento ostensivo de paixão demonstrado hoje ficará guardado por outros doze meses, para ser exposto no próximo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com o Benedetti (A Trégua) e somo na luta contra o sentimento datado, com dia e hora marcados. Ainda que me critiquem por não celebrar essas datas, me recuso a seguir o padrão e entrar nesse sentimento determinado por interesses mais industriais que humanos. Quero me apaixonar no natal, sentir compaixão durante o carnaval, fazer folia no dia dos namorados. Quero celebrar meus sentimentos sem hora marcada, quero a espontaneidade do sentir, sem datas, sem prazo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-2566979203552596026?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/2566979203552596026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=2566979203552596026' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2566979203552596026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2566979203552596026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2011/06/sentimentos-datados.html' title='Sentimentos datados'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-1948267852680201428</id><published>2011-03-27T19:24:00.001-07:00</published><updated>2011-03-27T19:24:44.220-07:00</updated><title type='text'>Da existência como reconhecimento e dos outros como reflexos de nós mesmos</title><content type='html'>Afinal, o que nos move a vida? O que faz com que a existência se justifique?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns a existência se justifica como um plano divino superior e que um dia haverá uma ida ao paraíso, uma existência eterna nos Campos Elíseos. Francamente, a resposta é simplista demais. Não é esse o ponto. Sentir-se parte de um plano superior, poder sentir-se parte de algo maior pode ser reconfortante para quem assim prefere, mas o que pretendo aqui é mais terreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos motiva acordar e existir, diariamente, cotidianamente? A necessidade material faz com que trabalhemos e busquemos, com o que lucramos, saciar necessidades físicas. Será isso? O que nos move a vida é a mera necessidade fisiológica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assim for, porque se justificaria o excesso e o querer mais? Não existe um sentimento de sentir-se reconhecido pelo que se faz? Segundo Maslow, no topo da pirâmide só tem espaço para afagos e confete. Então é isso? Buscamos, ao final, reconhecimento e tudo se resume nisto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo e o destino me proporcionaram, muito recentemente, uma dádiva: um reencontro, 18 anos depois, com alguém que eu nunca conheci. Não tentem entender, que eu prometo não tentar explicar. Para mim foi uma situação muito interessante. Não bastasse a companhia agradabilíssima e uma conversa estimulante (é sempre bom poder conversar com pessoas inteligentes), ainda me trouxe uma parte do meu passado que estava perdida em algum recanto do meu cérebro e que, não fosse pelo acaso da conversa, eu jamais teria voltado àquilo tudo. Nostalgia? Imagino que não. Não se ficou lembrando com saudade do passado, ainda porque ele não houve de modo comum. Enfim, esse não é o ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é, mesmo sendo ela uma mulher linda, bem nascida, viajada, casada, bem sucedida, o seu maior orgulho, são os filhos. A ela, pouco importa todo o resto. Importam os filhos. Todo o resto é o mecanismo para que a constituição familiar esteja bem cumprida, sem as corrupções modernas de famílias dissolvidas. Uma espécie de tradicionalismo atualizado. Também não vou tentar explicar isso aqui, mas tomem como sendo um elogio ao modo como ela pensa a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei me vendo, em parte, refletido em muito do que houve na conversa e me motivou a pensar por escrito. Pensando no que nos motiva a existência, pensando no que nos faz sermos como somos. Por mais que buscasse explicação, acabei sempre voltando a Maslow. Seja como for, o que nos conforta, depois que as necessidades fisiológicas e profissionais estão completas, é a auto-realização. E, mais uma vez, mesmo não sendo religioso, tenho que lembrar Eclesiastes e dizer que tudo é vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vaidade pode ser boa, contanto que seja dosada. Ser boa mãe e poder se ver reconhecida na conduta e no futuro dos filhos, ser bom escritor e poder se reconhecido pela grandiosidade da obra, ser bom naquilo que se desejar para que se possa sentir orgulho (não na conotação pejorativa do termo) do produto de seus esforços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja isso que nos move: reconhecimento (ainda que apenas de si mesmo). A máxima nietzschiana de “torna-te quem tu és” talvez consista em que a busca pelo reconhecimento é uma forma de tentarmos nos encontrar e nos tornar aquilo que somos, mas visto pelos olhos dos outros. O problema é que cada um nos olha por perspectivas diferentes e a maioria nunca nos enxerga de fato, só veem em nós o reflexo de si mesmos. Existir é ser visto pelos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lila (se me permite a intimidade do apelido), obrigado pela reflexão que me proporcionou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-1948267852680201428?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/1948267852680201428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=1948267852680201428' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1948267852680201428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1948267852680201428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2011/03/da-existencia-como-reconhecimento-e-dos.html' title='Da existência como reconhecimento e dos outros como reflexos de nós mesmos'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-2308671217932304765</id><published>2011-02-27T09:52:00.000-08:00</published><updated>2011-02-27T09:55:39.450-08:00</updated><title type='text'>Embaixo d’água</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1tlTK6Vhc0Q/TWqQDSvsD2I/AAAAAAAAAEM/TYns6hVbOzg/s1600/DSC00256.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-1tlTK6Vhc0Q/TWqQDSvsD2I/AAAAAAAAAEM/TYns6hVbOzg/s320/DSC00256.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578429474697645922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do salto de que falei no último texto, precisei dividir com os amigos a euforia e a adrenalina do momento e fiz várias sessões de exposição de fotos e do vídeo. Uma delas foi em um happy hour, com o Luiz e com o Júlio, onde surgiu a ideia de irmos saltar juntos. Mas não fomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que houve, na hora, foi o convite feito pelo Luiz para fôssemos para Bonito, Mato Grosso do Sul, para fazermos rapel na caverna e mergulho na lagoa. Aprovadíssima a ideia, passamos à solução dos problemas logísticos. Resolvemos o problema do deslocamento quando o Júlio colocou o Ostrogodo à disposição para a viagem. A estadia foi resolvida com um telefonema para um amigo, que nos colocou o hotel dele à disposição. Data marcada, problemas resolvidos, só restou superar a ansiedade e esperar a data da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegada a data, entramos no Ostrogodo em uma sexta-feira à noite e fomos embora pra Campo Grande, onde o quarto membro da equipe, Rodrigo, se juntou a nós e rumamos pra Bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome da cidade já diz tudo sobre ela. Nem vou tentar descrever o que são as belezas naturais de lá. Cada um que vá descobrir por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que importa, de fato, foi o mergulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma experiência completamente nova. Cair do céu é adrenalina, é emoção forte, vento no rosto. Mergulho é outra coisa. A ida até a lagoa, em estrada ladeada de árvores, promoveu desde o início uma comunhão com a natureza. Caminhamos até a margem da lagoa, pulamos na água, vestimos o neoprene, instruções básicas de como respirar com o equipamento, alguns testes, muitas fotos. Pronto, fomos pra baixo d’água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mergulhar é sair do planeta Terra, é ir para um mundo diferente, com gravidade diferenciada, sem os sons que estamos habituados e com uma fauna exótica e exuberante. É o sentimento de descobrir coisas que sempre soubemos que existiam, mas nunca pudemos vivenciar. Nesse universo diferente, os movimentos são mais lentos, mais redondos e, paradoxalmente, apesar de terem mais peso, são leves. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de ser necessário reaprender a se movimentar, é preciso reaprender a respirar. O equipamento, a primeira vista, parece ser algo complexo, acostumados a respiração nasal, parece ser muito difícil acostumar respirar apenas pela boca. Toda a complexidade é apenas aparência. Assim que se mergulha, tem-se a completa certeza que se nasceu para aquilo. Respiramos o ar que vem do tubo e depois expiramos. Sempre pela boca. O resultado são bolhas, bolhas, bolhas. Como não é possível a fala, é necessária a utilização de outros códigos. Os sinais falam. Polegar pra baixo, descer. Para cima, subir. E por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenhamos ficado submersos por uns 20 ou 30 minutos. Pouco tempo, talvez, sobretudo quando estamos gostando da brincadeira. Mas valeu cada instante. Emergimos de alma lavada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapel não deu certo. Mas não fez falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando de Bonito, planejamos uma ida pra Fernando de Noronha. Ainda não foi possível. Mas o plano B era Florianópolis. Sobre isso eu conto depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-2308671217932304765?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/2308671217932304765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=2308671217932304765' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2308671217932304765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2308671217932304765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2011/02/embaixo-dagua.html' title='Embaixo d’água'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-1tlTK6Vhc0Q/TWqQDSvsD2I/AAAAAAAAAEM/TYns6hVbOzg/s72-c/DSC00256.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-6132058563474681649</id><published>2010-11-09T05:17:00.000-08:00</published><updated>2010-11-09T05:31:11.563-08:00</updated><title type='text'>Caindo do céu</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/TNlMsMHwZOI/AAAAAAAAADU/PYUsGSuQyNI/s1600/055.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/TNlMsMHwZOI/AAAAAAAAADU/PYUsGSuQyNI/s320/055.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5537541538880447714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, tudo foi mais ou menos assim: era pra eu ir pra Floripa, mas o Átila, meu amigo que mora lá, não estaria na cidade, o que inviabilizou o projeto. Então pensei no que fazer no feriado. Foi quando me deu um estalo e resolvi fazer algo que desde a infância sempre tive vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui pra Boituva (obrigado, Candi e Sérgio), entrei em um avião, ele subiu 12.000 pés (quase 4 Km) e pulei lá de cima, caí por 46 segundos em queda-livre, depois o paraquedas abriu, passeei pelo céu e depois cheguei no chão. Simples, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente foi um salto duplo. Não dá pra um marinheiro (ou paraquedista) de primeira viagem (ou salto) querer fazer um vôo (ou queda) solo. Inevitável que seja duplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação é de pura adrenalina. Desde a subida do avião, com a pressão apertando os ouvidos e o frio aumentando enquanto sobe, passando pela abertura da porta e o vento entrando na pequena aeronave, congelando até a alma dos saltadores, a saída do avião, caindo de cara com o vento, com a velocidade cada vez maior, chegando a desfigurar o rosto, a abertura do paraquedas (transformando tudo em um passeio mais tranqüilo) até a chegada no chão, com a certeza que você precisa fazer aquilo outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal comparando, o primeiro salto é exatamente como diz o personagem do Nicholas Cage em “O Senhor das Armas” quando vende sua primeira metralhadora. Segundo ele, a primeira venda é como fazer sexo pela primeira vez: você não sabe exatamente o que está acontecendo e, quando vê, já acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tente se imaginar caindo de 4 quilômetros de altura, de pontacabeça rumo ao chão. Imagine que essa queda dure 46 segundos. Para ter uma ideia do que é isso, experimente contar até 46 e pense no que significa isso caindo sem parar e a velocidade beirando os 300 Km/h. Fórmula 1 de cabeça pra baixo, amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor parte? Sair do avião. Ter uma visão do mundo como se fosse uma imagem de satélite e se jogar porta-a-fora, caindo do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem se interessar, eu saltei pela &lt;a href="http://www.paraquedismobrasil.com.br"&gt;&lt;strong&gt;Brasil Paraquedismo&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, deem uma olhada no site. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu, Insano (instrutor) e Sangue (que fez as fotos). Na próxima, quero ir com amigos e saltar com uma turma grande. Eu gostei e recomendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-6132058563474681649?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/6132058563474681649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=6132058563474681649' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6132058563474681649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6132058563474681649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/11/caindo-do-ceu.html' title='Caindo do céu'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/TNlMsMHwZOI/AAAAAAAAADU/PYUsGSuQyNI/s72-c/055.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-205848787552417090</id><published>2010-10-06T15:57:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T15:58:15.624-07:00</updated><title type='text'>500 dias com ela (ou "as mentiras que elas contam")</title><content type='html'>Sim, é um post sobre o filme. Sabe aquela música antiga, da Blitz, que diz que “essa é mais uma daquelas manjadas histórias de amor que já aconteceu comigo, com você e com todo mundo”? Pois é, o filme poderia começar assim. Não é “a história do cara que perdeu a gata, da gata que perdeu o cara”, ao contrário, é a história do cara que encontrou a gata. Diz mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cara, normal, nada demais, trabalha em um escritório e surge uma deusa escandinava que passa a trabalhar com ele. Branquinha, olhos azuis, cabelos pretos. Linda. Lembra muito uma ex-namorada minha! Hahahahahahahaha. Então, voltando ao tema, o cara se apaixona pela moça, começa a rolar algo legal, mas ela não quer nada sério. Ela diz que tem outro foco, blá-blá-blá. Depois ela termina com ele, muda de emprego e some.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois ele a reencontra e, é claro, a dama (como diria o Gian) conheceu outro cara e vai se casar com o intruso (quem nem dá as caras no filme). Evidentemente o herói da nossa história fica um lixo. Mas sobrevive. Quando ele pergunta por que, afinal, ela resolveu se casar, com toda a crueldade que só o universo feminino consegue, a moça diz que, quando conheceu o noivo, sentiu tudo aquilo que não sentiu quando conheceu o nosso herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros leitores (caso existam) deste abandonado blog, eu lhes pergunto: qual de vocês, do sexo masculino, nunca ouviu essa conversa fiada, da moça que diz que “está dando um tempo para ela”? Quem nunca ouviu uma mulher saída de um relacionamento dizer que “agora ela quer é cuidar mais dela”?  Caras leitoras (caso existam), confessem, vocês já passaram por essa situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que acontece na sequência? Invariavelmente, conhecem alguém e mudam de idéia. Não querem mais cuidar delas e nem dar tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocando em miúdos, amigos, se vocês ouvirem de alguma mulher essa historieta de cuidados, tempo e similares, liguem o tradutor de idiomas e entendam a mensagem: você não é interessante! Fica a dica! (como diria a Dani)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“500 dias com ela” não tem final feliz, mas é real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-205848787552417090?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/205848787552417090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=205848787552417090' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/205848787552417090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/205848787552417090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/10/500-dias-com-ela-ou-as-mentiras-que.html' title='500 dias com ela (ou &quot;as mentiras que elas contam&quot;)'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-86159932330417278</id><published>2010-09-29T16:26:00.000-07:00</published><updated>2010-10-11T09:55:25.584-07:00</updated><title type='text'>Melhores Amigos</title><content type='html'>Todos temos uma lista de melhores amigos que muda ao longo dos anos. Ninguém é obrigado a ser amigo e nem tampouco se manter na categoria de “melhor” para sempre. Quando somos crianças, temos nossos melhores amigos, que nos tempos de antigamente eram aqueles com quem íamos jogar bolinha de gude, jogar futebol na rua, roubar frutas no quintal de algum vizinho. Na adolescência os melhores amigos compartilham as crises da idade. E assim continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a amizade não é datada, assim como ninguém é obrigado a permanecer amigo, também ninguém é obrigado a deixar de sê-lo. E, assim, alguns continuam amigos - e continuam sendo melhores - ao longo dos anos, ao longo da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos que permanece há anos está na minha lista de melhores, tornou-se amigo de uma forma inusitada, durante um festival de teatro, convidando-me a participar de uma peça. Desde então, mesmo passando períodos sem nos falar, nunca perdemos a amizade. Dentre nossos interesses em comum, está a literatura. Naquela época eu tentava escrever, acreditava que poderia ser poeta. Ele também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos leitores um do outro. Criticávamos (na melhor acepção do termo) um o que o outro escrevia e assim buscávamos nos aperfeiçoar e íamos nos incentivando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez ele me apresentou um livro do Rilke (cartas a um jovem poeta), onde, logo no inícioo autor dizia ao jovem que seria escritor caso sentisse, de fato, necessidade de escrever. Se as letras fossem, de fato, um combustível para ele. Pensei e repensei e descobri que não sou escritor. Apesar de gostar do texto, apesar de gostar da palavra, a leitura do Rilke me fez sentir que é necessário mais que vontade para escrever, para ser poeta, para ser cronista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, esse meu amigo, com o talento e vontade que tem, continuou. Aprimorou-se. Publicou. Foi reconhecido, indicado a melhor livro do ano (como já escrevi em um post antigo). Traduziu. Foi traduzido. Foi convidado a participar de um evento no México. Agora, o Paulo Ferraz irá para uma leitura em Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rilke nos mostrou o que precisávamos ver. Eu não me tornei escritor. O Paulo já era desde aquela época.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-86159932330417278?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/86159932330417278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=86159932330417278' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/86159932330417278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/86159932330417278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/09/melhores-amigos.html' title='Melhores Amigos'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-7357589043259293733</id><published>2010-08-19T17:50:00.000-07:00</published><updated>2010-08-19T17:55:33.626-07:00</updated><title type='text'>A juventude passa</title><content type='html'>Só nos damos conta muito tarde de que o tempo passa. A juventude se despreocupa com o fato de que o tempo passa, bem como com o tempo que passa. Vivem-se os dias, vivem-se as noites e o tempo voa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas chega um dia que o espelho nos chama a atenção para esse fato. Normalmente quando já é tarde demais. Nessa hora, a juventude já se foi. A juventude tem um brilho que já não está mais na pele. O viço se perdeu. A juventude tem uma alegria inocente no sorriso (né, Pam?), que o tempo apaga e deixa os traços mais duros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma satisfação pelas questões e pela busca, pelo descobrimento, pela dúvida, durante a juventude, que o tempo e a experiência transformam em encontro e a certeza. A juventude tem um encantamento pelo mundo que o tempo transforma em rotina e estresse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inevitavelmente chega um dia em que se apercebe que a juventude ficou perdida em algum espelho do passado, como disse a Clarice (ou terá sido a Cecília?). Mas descobre-se isso sempre muito tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que viver é mesmo isso? Passar pelo tempo sem ver que ele passa por nós? O que sobra ao final? A tal “experiência” que os anos dão, vale o preço que cobra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte a do Dorian, que deixou as marcas do tempo presas em quadro enquanto desfrutou a plenitude da juventude eterna. Para todos os demais, vale a máxima: “Ah, se a juventude soubesse! Ah, se a velhice pudesse!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-7357589043259293733?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/7357589043259293733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=7357589043259293733' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7357589043259293733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7357589043259293733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/08/juventude-passa.html' title='A juventude passa'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-5181824344478319696</id><published>2010-07-10T10:02:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T10:03:04.185-07:00</updated><title type='text'>Amizades digitais</title><content type='html'>Sim, eu sei que o tema já foi pisado e repisado e talvez já esteja sendo cansativo. Mesmo assim vou insistir nele porque gosto de chover no molhado e sempre é interessante que cada um exponha o que pensa sobre temas, como este, polêmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Converso pela internet desde a época do “telnet”, uma coisa jurássica que existia antes de “a rede” conhecer o “www”. Com a popularização muito se falou que as pessoas iriam se afastar, iriam deixar de ter relações físicas e ficar no meramente virtual. Se por ventura houve (e se por ventura há) internautas que mantem sua existência apenas no mundo digital, são as exceções que existem para confirmar a regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a regra? A regra é que a rede se tornou um lugar para conhecer gente nova, para reviver amizades perdidas e para reforçar as atuais. A gente se esbarra em um site qualquer, refaz – ou então cria – o contato e a conversa acaba indo parar em um boteco. Como o boteco sempre foi o ponto para onde se converge a conversa fiada, a internet passou a servir como mais um caminho para se chegar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi, há muito, a conta das pessoas que reencontrei e que conheci pelo mundo virtual. Alguns reencontros estreitaram os laços de uma amizade que estava perdida em razão do distanciamento do cotidiano. Algumas amizades aconteceram e ainda estão sólidas, em virtude das afinidades descobertas. O resto se perdeu, como se perdem mesmo os contatos feitos no mundo físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem, também, aquelas amizades que nunca saem do mundo virtual, é verdade. Os motivos são tantos que nem vale à pena tentar enumerar. O fato é que muita gente com quem a gente se identifica não sai da tela. E quando se tratam de questões de gênero, fica um certo vazio. Fica uma vontade do contato que não se contenta com a mera ciência da existência do outro, que não se contenta com letras trocadas pela tela, que não se contenta com a quase física conversa com som e imagem. E a vontade não se concretiza, tudo se mantém etéreo, virtual. A aproximação, nesses casos, não se consegue física, mas se mantém em outros níveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns casos, a internet não promove o contato físico, mas consegue nos conectar as almas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-5181824344478319696?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/5181824344478319696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=5181824344478319696' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/5181824344478319696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/5181824344478319696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/07/amizades-digitais.html' title='Amizades digitais'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-7777690084697218574</id><published>2010-07-04T16:13:00.000-07:00</published><updated>2010-07-04T16:18:29.660-07:00</updated><title type='text'>Agora a Inês é morta.</title><content type='html'>Enfim, fui uma voz solitária e vaiada quando dizia que o time do Brasil estava longe de ser uma Seleção. O que o time praticava lembrava um pouco futebol, mas estava longe de sê-lo. Reclamei e queria que perdesse logo. Ganhar sem jogar de verdade, focado em resultados e não em futebol, é aplicar a máxima maquiavélica e dizer que os fins (resultados) justificam os meios (o futebolzinho feio e sem sal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, que o time perdeu, voltou e foi vaiado, todo mundo diz que jogou mal. Se é pra perder, que seja como perdeu o Paraguai, jogando com vontade até o fim. Até a Argentina fez mais bonito (e perdeu por 4x0 sem dar pancada em ninguém).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como eu disse no texto anterior, assim como no carnaval, tudo se acabou nas quartas.. (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é deixar os hormônios voltarem aos níveis normais e tocar a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-7777690084697218574?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/7777690084697218574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=7777690084697218574' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7777690084697218574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7777690084697218574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/07/agora-ines-e-morta.html' title='Agora a Inês é morta.'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-2654131375311918085</id><published>2010-06-24T18:15:00.000-07:00</published><updated>2010-06-24T18:16:15.535-07:00</updated><title type='text'>Patriotismo à brasileira</title><content type='html'>Então, eu estava em um fórum no Orkut sobre o dia dos namorados com alguns se lamentando por não ter namorado(a) enquanto outros brincavam com o tema. Normal, claro. Mas me chamou a atenção o comentário de uma menina dizendo que “melhor estar solteira no dia dos namorados que namorando no carnaval”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A piadinha, que talvez esconda um certo despeito, remeteu ao carnaval, época em que o povo brasileiro tem os hormônios alterados, momento em que tudo é permitido e que “ninguém é de ninguém”. Em outras palavras, o povo brasileiro se embala na “vibe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora mesmo, estamos em plena Copa do Mundo e eu fico consternado em ver tanto patriotismo, tanto orgulho de ser brasileiro. Assim como existe uma semana por ano onde o superego dá uma folga (muitas vezes anestesiado por litros de álcool) – aliás, segundo Vinícius, “a gente trabalha o ano inteiro por um momento de sonho, pra fazer a fantasia de rei, pirata ou jardineira, pra tudo se acabar na quarta-feira” – existe também um mês a cada quatro anos onde o sentimento de amor pela pátria exsurge nos corações brasileiros e o país inteiro fica pintado de verde e amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixas, bandeiras nos vidros e capôs dos carros, nas fachadas das casas, bandeirolas, caras-pintadas, perucas e um festival de pessoas vestidas de verde e amarelo (pense em alguém fantasiado de abacaxi que você enxerga a cena).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lindo ver nosso povo dizendo que é brasileiro com muito orgulho, com muito amor, vestindo-se de bandeira (mesmo com o ridículo de parecer o abacaxi), vibrando, gritando pelo sucesso do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, se no carnaval tudo se acaba na quarta-feira (e todos voltam para suas vidas com os hormônios arrefecidos), na Copa (que também pode acabar nas quartas), assim que a seleção regressa e cada um dos jogadores volta pra Europa (já que quase todos são “estrangeiros), nossos patrióticos torcedores voltam para suas vidas, com mil reclamações contra o Brasil, orgulhosos de terem antepassados europeus (existe uma frenética busca nacional por uma origem estrangeira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo bem: em 2014 a Copa vai ser no nosso quintal e poderemos mostrar para o mundo tudo como nos orgulhamos de ser brasileiros (durante 01 mês, a cada 04 anos!).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-2654131375311918085?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/2654131375311918085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=2654131375311918085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2654131375311918085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2654131375311918085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/06/patriotismo-brasileira.html' title='Patriotismo à brasileira'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-1862745661701587103</id><published>2010-06-15T20:33:00.000-07:00</published><updated>2010-06-15T20:36:09.005-07:00</updated><title type='text'>Mudança de hábito</title><content type='html'>Eu estava em São Paulo, hospedado na casa do Paulo, e soubemos que o Henrique também estava por lá. Como havia muito tempo que não nos encontrávamos, os três, o Paulo propôs que o Henrique ficasse por lá o final de semana. Ele concordou, mas com a condição que fôssemos com ele ver o jogo do Corinthians. Eu, flamenguista desde os 7 anos, brinquei dizendo que ele cobrou muito caro pela estadia e que fosse embora. Mas fomos ver o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos no estádio, eu quis ser engraçadinho e telefonei para o Gabriel, que é corinthiano doente, e disse que EU iria ver o jogo do time DELE. Depois que uma série de lamentações (e com certeza alguns palavrões que foram pensados, mas não ditos), ele me pediu que comprasse uma camisa na porta do estádio. Disse pra ele quais as que tinham na porta, ele escolheu, eu comprei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos para um boteco, o Henrique, o Paulo e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase na hora de irmos para o estádio, o bar foi inundado por uma onda de corinthianos, uniformizados, barulhentos, fanáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles, no meio da turba, me viu com a camisa no ombro e me intimou com um ar de poucos amigos e cobrando postura de torcedor: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“– Oh, meu, não vai vestir essa camisa, não?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, flamenguista desde os 7 anos, sem nunca ter sido torcedor do “poderoso timão”, tomei a postura que qualquer pessoa sensata faria frente àquela turba corinthiana: levantei, encarei o torcedor e disse à queima-roupa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Agora mesmo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vesti a camisa e fui parar na geral timão, com direito a cantar que ali tinha um bando de loucos. Enfim, o senso de sobrevivência muda algumas de nossas posturas. De toda sorte, o jogo terminou zero-a-zero, assim eu não corri o risco de comemorar nenhum gol contra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-1862745661701587103?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/1862745661701587103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=1862745661701587103' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1862745661701587103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1862745661701587103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/06/mudanca-de-habito.html' title='Mudança de hábito'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-1187871580317762349</id><published>2010-04-30T20:42:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T20:43:29.185-07:00</updated><title type='text'>Los 3 Amigos</title><content type='html'>No dia em que a Nelissa embarcou para São Paulo, saindo da rodoviária, comprei uma edição de “Love Estórias” e “Los 3 Amigos”. Neste dia eu, o Paulo e o Augusto nos tornamos El Xiston, Paulito e Augusto Villa. Éramos grandes amigos e quase inseparáveis: Los 3 Magrelas (e, depois, Los 3 Amigos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma alegria adolescente na personificação das personagens copiadas da revista. A criação de um pacto de amizade selado com cuspe (ao invés de sangue), a eleição de um terreno onde sempre parávamos pra urinar como sendo o “terreno mictório”, um cumprimento particular que persistiu ao longo dos anos. Somou-se a nós o Henrique, ou H-Manu. Sim: nós três éramos quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Àquela época, eu queria fazer faculdade de computação, o Paulo queria ser diplomata, o Henrique era anarquista e pensava em ser político, o Augusto queria pegar as meninas mais bonitas. Não passava muito disso. Havia planos para o futuro. Eu e o Paulo fazíamos poesias. O Henrique tocava violão. O Augusto pegava as meninas mais bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou. Entrei na faculdade de computação, mas abandonei e fiz direito. O Paulo começou fazer direito aqui e se mudou para São Paulo, para fazer direito por lá. O Henrique foi fazer direito no Paraná. O Augusto ficou por aqui mesmo e fez direito (mas continuou pegando as meninas mais bonitas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Paulo deixou de lado a ideia da diplomacia, formou-se em direito, mas continuou a fazer poesia e hoje é um autor respeitado no segmento literário em São Paulo, com indicação para melhor livro do ano, inclusive. Eu me formei em direito e fui parar na política, assessorando um Deputado. O Henrique, esqueceu o anarquismo, formou-se em direito e hoje circula pelas ruas da cidade dele em carros importados. O Augusto, que também se formou em direito, há tempos eu não vejo mas dentre o que estiver fazendo, por certo continua pegando as meninas mais bonitas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-1187871580317762349?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/1187871580317762349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=1187871580317762349' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1187871580317762349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1187871580317762349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/04/los-3-amigos.html' title='Los 3 Amigos'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-9206670126130518468</id><published>2010-03-28T14:17:00.000-07:00</published><updated>2010-03-28T14:24:05.018-07:00</updated><title type='text'>Traição, hipocrisia e o povo brasileiro</title><content type='html'>Em um domingo desses, eu estava jogado na cama curtindo uma enxaqueca que só quem tem sabe como é. Em meio ao tédio vespertino, fiquei vendo TV, sem muita animação com a programação oferecida pelos canais abertos, até que me chamou a atenção uma entrevista com um rapaz recém-saído de um &lt;em&gt;reality show&lt;/em&gt;. O ponto em questão era a infidelidade amorosa que o moço praticou enquanto estava no programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alheado do mundo externo, mesmo tendo uma namorada, acabou se engraçando com uma colega de programa e tiveram um caso para o Brasil inteiro assistir. A moça traída deu um depoimento alegando as dores da traição. Não faltou quem se solidarizasse com a ex-namorada (é claro que a essas alturas não havia mais o namoro) e apontasse o indicador contra o rapaz. Um crápula, aliás, aos olhos dos moralistas palpiteiros da vida alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto me interessou muito menos pelo programa em si, que pela hipocrisia generalizada e pelo juízo imediato que se fez da situação. Regra básica da justiça é que ambas as partes sejam ouvidas. Não sei como estava a relação entre eles antes do programa e menos ainda sei o que se passou dentro do rapaz enquanto esteve no programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único fato concreto é que havia um relacionamento anterior, que não tinha acabado, e que houve algo com outra mulher. Houve, enfim, uma terceira pessoa. E daí? E daí que se formos analisar, vai ser muito pouco raro encontrar quem não teve um relacionamento incidental enquanto um namoro estava às vésperas do fim. Mesmo os paladinos da moralidade que apontaram o dedo contra o rapaz, por certo, já tiveram essa experiência. Em relacionamentos, quem vê de fora, vê sob uma ótica muitas vezes embaçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito do mau gosto do programa, a despeito das situações forçadas, a despeito de os participantes muitas vezes parecerem ratinhos de laboratório colocados sob condições pré-determinadas para experimentos psicológicos e construções de “barracos” pré-armados, foi interessante ver a reação das pessoas &lt;em&gt;off reality show&lt;/em&gt;. Se estivessem naquela condição, tantos que acusaram teriam feito atos semelhantes. Talvez até tenha feito o mesmo longe das câmaras. Talvez tenham sido até piores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conversa com o Lilo, ele me disse algo que cabe aqui. &lt;em&gt;Mutatis mutandi&lt;/em&gt;, ele disse que, se fizermos uma pesquisa questionando se as pessoas gostam de ver atropelados ensaguentados sob o asfalto, ninguém dirá que gosta, mas quando veem um acidente pelas ruas, quase todos param para assistir a cena estrebuchante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizia o meu mestre Carlão, “na prática, a teoria é outra”. É isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-9206670126130518468?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/9206670126130518468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=9206670126130518468' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/9206670126130518468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/9206670126130518468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/03/traicao-hipocrisia-e-o-povo-brasileiro.html' title='Traição, hipocrisia e o povo brasileiro'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-5219154822595060816</id><published>2010-03-17T20:18:00.000-07:00</published><updated>2010-03-17T20:24:00.810-07:00</updated><title type='text'>Luz e Escuridão</title><content type='html'>Quando eu era pequeno acreditava que quanto mais conhecimento se obtivesse, melhor se entenderia o mundo e as pessoas. Acreditava que, sabendo o que era bom, ele seria praticado. Era um socrático sem fazer ideia dessa situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou e hoje eu tenho a impressão invertida: quanto mais se sabe, menos se entende o mundo e as pessoas. Quanto mais se descobre sobre as coisas, mais aprendemos que não é possível entender, de fato, as pessoas e o mundo. O conhecimento é o mergulho na consciência de que, por mais que se saiba, ainda resta muito mais para aprender. E ficamos sozinhos, na escuridão, no limbo, entre a plena ignorância e a expectativa de sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento é isto: um mergulho na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a ignorância, o desconhecimento, é um caminho de luz, onde tudo faz sentido e onde as coisas simplesmente são como são, onde as pessoas são como são. Nada além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação cartesiana entre o conhecimento e a compreensão do mundo e das pessoas é inversamente proporcional: quanto menos se sabe, mais se tem a impressão de compreender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais sabemos, mas temos a certeza que ainda pouco sabemos (isso também é socrático) e torna-se imperioso buscar mais saber, mais conhecimento para aplacar a insatisfação desse pouco saber.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quanto menos sabemos das coisas, mais simples é que tenhamos certezas. Sobretudo certezas absolutas. As certezas deixam o mundo claro e nos permite enxergar aquilo que é o óbvio para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada uma das vezes que eu sinto ter certeza sobre algo, acende dentro de mim a luz da ignorância, que deixa tudo simples e claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-5219154822595060816?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/5219154822595060816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=5219154822595060816' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/5219154822595060816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/5219154822595060816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/03/luz-e-escuridao.html' title='Luz e Escuridão'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-9198032078322964545</id><published>2010-02-28T07:27:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T07:28:59.666-08:00</updated><title type='text'>Dias de Chuva</title><content type='html'>A Maria acha que jazz é música para se ouvir em dias de chuva. Por certo, a imagem construída na mente dela é de um trompete soprando melancolicamente, enquanto a chuva bate contra a janela e a mente se esvai por pensamentos saudosos ou tristes, talvez regados com uma xícara de chocolate quente, ou de café ou mesmo alguma bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo escuro pelas nuvens, o dia cinzento, as pessoas presas em casa com a forte chuva, as capas de chuva de cores sóbrias. Que resta na chuva, além de ficar olhando pela janela, vendo a água que cai? O olhar perdido no tempo e no espaço acaba levando a mente a meditar sobre situações passadas, decisões que precisam ser tomadas. Um relâmpago clareia o céu, quase dá pra imaginar um rosto próximo da janela sendo iluminado pelo “flash”, e logo em seguida vem o estrondo do trovão. E tudo volta a ser apenas a água que cai. A trilha sonora para momento pede tons menores. Aí entra o trompete soprando isolado e sem alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa atmosfera de tristeza foi muito explorada pelo cinema. Chuva, melancolia, bebidas, cigarros, um trompete (ou um piano) triste, solidão. Separações, notícias tristes, funerais, nada disso teria o mesmo apelo visual sem a chuva, sem uma trilha sonora em tons menores (e o jazz serviu muito para este fim), sem um copo (ou uma garrafa) de algo forte e quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, acho que a Maria tem mesmo a razão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-9198032078322964545?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/9198032078322964545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=9198032078322964545' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/9198032078322964545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/9198032078322964545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/02/dias-de-chuva.html' title='Dias de Chuva'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-9151086063510748103</id><published>2010-01-29T12:00:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T12:31:30.776-08:00</updated><title type='text'>E tem quem leia...</title><content type='html'>Sempre imaginei que esse modesto e pouco atualizado blog fosse um endereço restrito a amigos mais próximos (muito obrigado a vocês) e que passasse desapercebido pelo resto do mundo. Ledo engano. Ninguém passa desapercebido por completo pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que não. Além de vez ou outra umas pessoas passarem por aqui e deixar um comentário, ontem, fazendo uma busca narcisística para ver onde meu nome aparecia pelo mundo virtual, encontrei um blog, que fala de vinhos, onde o autor cita o arquivosdoxis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor do blog é o Sr. Osvaldir Castro, apaixonado por vinhos e colunista, sobre o tema, no Jornal Bom Dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, fiquei feliz com a citação e com o post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divido, agora, com os que por ventura passem por aqui (e procurem por "Há algo de vinho na poesia"): &lt;a href="http://www.temmais.com/blog/perbacco/?param=0809"&gt;http://www.temmais.com/blog/perbacco/?param=0809&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo visto minhas nem sempre bem pontuadas anotações são lidas por mais gente que eu imaginava. Isso aumenta a minha responsabilidade em melhorar o que venho deixando resgistrado pelo arquivosdoxis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por passarem por aqui e voltem sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-9151086063510748103?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/9151086063510748103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=9151086063510748103' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/9151086063510748103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/9151086063510748103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/01/e-tem-quem-leia.html' title='E tem quem leia...'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-1905061312870355189</id><published>2010-01-15T06:43:00.000-08:00</published><updated>2010-01-15T06:47:39.815-08:00</updated><title type='text'>Ano novo, tudo novo?</title><content type='html'>Como todo mundo fala do ano novo, resolvi voltar a escrever falando justamente dele. O ano começou como todos os outros. Existe uma crise generalizada de ideias por todos os setores. Não existe um mínimo de inventividade, a criatividade é zero por toda parte. Até as promessas são as mesmas ano-após-ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesm, os jornais tem sempre a mesma pauta no “primeiro de janeiro”. O primeiro bebê nascido é a matéria mais chata, repetida e desnecessária da abertura do ano. Qual a relevância dela? Isso sem contar as tradicionais matérias da queima de fogos, das pessoas pulando ondas e todo o ritual repetido e reprisado ano a ano. Caso alguma emissora resolva colocar no ar as imagens do ano anterior ninguém vai notar a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo os shows da festa do réveillon tiveram algo de retrô. 2010 foi recebido no Rio de Janeiro com shows do Lulu Santos e dos Paralamas do Sucesso. Os anos 80 emplacando a nova década do século XXI. Aliás, os anos 80 nunca vão acabar: até a novela que recém-estreiou trouxe de volta aqueles bons tempos. Com o nome de “tempos modernos” (será alusão ao Chaplin ou ao Lulu?) tem como tema de abertura uma música da Plebe Rude, que contesta o Estado e o capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De novo nada”, como diria o Paulo. Feliz 1986 para todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-1905061312870355189?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/1905061312870355189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=1905061312870355189' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1905061312870355189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1905061312870355189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2010/01/ano-novo-tudo-novo.html' title='Ano novo, tudo novo?'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-6608924462768895045</id><published>2009-11-25T07:11:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T07:16:51.415-08:00</updated><title type='text'>2012</title><content type='html'>Assisti 2012 e não gostei. Aquela receita de sempre: cinema catástrofe, o mundo vai acabar e a salvação da humanidade, é claro, passa pelos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale, no entanto, o debate sobre um dos temas do filme: culpa. Os Estados Unidos (é claro) descobrem uma saída para a catástrofe, mas que custa caro (financeiramente). Assim, somente quem pagou o preço estipulado teria a chance de sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema começa quando pesa a consciência de alguns dos “salvos” e questionam do porquê de apenas alguns eleitos. Pesa uma certa culpa, talvez, por não ter havido uma ampla divulgação do problema e por não haver a possibilidade de todos os humanos buscarem se salvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme me fez lembrar de um exemplo inverso. Em “A Queda”, de Albert Camus, há um trecho onde se discute o possível sentimento de culpa de Jesus. Como disse, a situação é inversa: quando foi anunciada a vinda do messias, que libertaria os judeus, foi ordenada uma matança das crianças que nascessem (aconteceu coisa parecida com Moisés). Assim, José e Maria fugiram para que o filho pudesse nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus nasceu, mas talvez centenas de crianças tenham sido mortas, cortadas ao meio. Rebecas e Saras ficaram chorando os filhos que não puderam ser embalados, que não cresceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo quem era, conforme diz a Bíblia, Jesus não deve ter conseguido passar a vida toda sem sentir-se culpado pelas mortes, sem ter tido pesadelos. Diz a Bíblia que ele morreu na cruz para nos salvar. Mas para que ele pudesse chegar até a cruz houve morte de crianças. Como conseguir viver sem pesadelos tendo na origem tanto sangue?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme, a busca pela manutenção da vida com a morte de outros, para alguns não atrapalhava o sono. Outros tinham nem dormiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande diferença entre as duas situações é que na ficção houve a decisão de alguns se salvarem, com prejuízo do resto do mundo. No exemplo bíblico os salvos não tinham escolhido viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha da morte, ao final, coube ao autor de cada uma das histórias, já que ambos são oniscientes e sabiam como a tudo iria acabar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-6608924462768895045?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/6608924462768895045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=6608924462768895045' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6608924462768895045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6608924462768895045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/11/2012.html' title='2012'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-473582796301691734</id><published>2009-11-02T07:52:00.000-08:00</published><updated>2009-11-02T08:00:55.995-08:00</updated><title type='text'>Auto-ilusão</title><content type='html'>As paredes ficaram mais claras&lt;br /&gt;na sua ausência&lt;br /&gt;apago a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pela manhã, lhe mantenho a cama&lt;br /&gt;desfeita&lt;br /&gt;perpetuando a impressão do recém-despertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;(em 15/12/2006)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-473582796301691734?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/473582796301691734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=473582796301691734' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/473582796301691734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/473582796301691734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/11/auto-ilusao.html' title='Auto-ilusão'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-8501537967583251369</id><published>2009-10-22T13:15:00.000-07:00</published><updated>2009-11-01T15:14:22.420-08:00</updated><title type='text'>Sentimento do mundo</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;“Tenho apenas duas mãos&lt;br /&gt;e o sentimento do mundo” &lt;/p&gt;&lt;p&gt;CDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;A limitação nossa de cada dia nos mostra que ter duas mãos é pouco e o mundo é demais. Excessivo. Existe a vontade de abraçar o mundo e tentar corrigi-lo. Mas o mundo não se emenda. Eu também não me emendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não vem com receita e no dia-a-dia aprendemos que a receita é individual. A experiência do outro não nos serve. A vida é uma aventura individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação de impotência é inevitável. O sentimento de solidão é inevitável. A angústia é o que resta quando pensamos no quanto somos nada no meio do mundo. Temos apenas duas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns unem as mãos e buscam em fatores externos e metafísicos algum consolo para a existência. Buscam sentir-se parte de um projeto maior para se autovalorizar. Talvez a busca interna e física seja mais honesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mesmo triste que tenhamos que buscar recompensas em outro mundo para justificar a existência deste. É triste o sentimento de impotência, de solidão, de angústia. É triste ter o sentimento do mundo e apenas duas mãos. Mas não me emendo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-8501537967583251369?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/8501537967583251369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=8501537967583251369' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8501537967583251369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8501537967583251369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/10/sentimento-do-mundo.html' title='Sentimento do mundo'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-5890859326740545013</id><published>2009-09-17T14:59:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T15:02:35.895-07:00</updated><title type='text'>Fernandinho não morre mais!</title><content type='html'>Houve um tempo que eu mantinha a inocência de acreditar que as Academias de Letras eram compostas por pessoas de letras. Eu acreditava que as Academias de Letras eram uma espécie de Olimpo, onde pessoas que tinham dedicado a vida para publicar obras que se tornariam referência na literatura e no estudo da língua se confraternizavam e trocavam experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via em Machado de Assis e Guimarães Rosa modelos a serem seguidos para que se ingressasse naquele seletíssimo clube. Acreditava que os integrantes da ABL eram “imortais” por suas obras serem eternas, por isso seria impossível que fossem mortos. Depois que deixassem essa vida, a obra deles permaneceria para sempre. Eu me recordava de, em uma discussão sobre o fim dos chamados “acentos” das palavras, uma professora dizer que a Academia Brasileira de Letras não deixaria que isso acontecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, acreditei que as Academias de Letras eram o coroamento dos grandes escritores e filólogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ledo engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo uma análise da composição da Academia Brasileira de Letras, encontramos ilustres desconhecidos que não nos parecem ter prestado grandes serviços à língua portuguesa. Um excedente de imortais com livros eminentemente técnicos, jurídicos, políticos, religiosos, médicos (no caso do imortal do bisturi, quase tudo em inglês), ainda há um imortal sem obra: Getúlio Vargas, cuja bibliografia consta apenas “A Nova Política do Brasil (discursos reunidos)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de fazer discurso ser função de assessor, resta uma pergunta: E aquela história de ser imortal por conta da obra, onde fica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez haja uma janela lateral, por onde entram pessoas que querem viver para sempre e não tiveram capacidade para fazê-lo por méritos literários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, há quem tenha os méritos e nunca tenha ganho o status de eterno. Drummond, Sabino e outros grandes, não foram pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, lá em Alagoas, sem nunca ter publicado nada – assim como Getúlio –, Fernandinho não morre mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-5890859326740545013?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/5890859326740545013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=5890859326740545013' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/5890859326740545013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/5890859326740545013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/09/fernandinho-nao-morre-mais.html' title='Fernandinho não morre mais!'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-3760568794749654694</id><published>2009-07-17T15:58:00.001-07:00</published><updated>2009-07-17T15:58:37.985-07:00</updated><title type='text'>Velocidade e direção</title><content type='html'>No MSN da Lara vem escrito que a “direção é mais importante que a velocidade”. Parece que é da Clarice Lispector, não confirmei. Em tempos atuais isso me chamou muito a atenção. Vivemos a sociedade do imediato. Tudo é pra ontem. Tudo é urgente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto em tempos antigos havia o vagar, hoje impera o imediato. Os carros são velozes demais, a vida é veloz demais. Tudo a muito por hora ao sabor de um fast-food. Tudo parece ser para anteontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relacionamentos são relâmpagos, só vale a “lei dos três segundos”: olhou, gostou, beijou e partiu pra outra. Até o dia e a noite são mais curtos. Se duvidar, suprimiram umas horas do dia e não avisaram ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos velozes, quando tudo é corrido, normalmente esquece-se da direção. Chega-se muito rapidamente em qualquer lugar, mas nunca se sabe muito bem onde é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos relacionamentos, como diz um e-mail que recebi e quem é da área jurídica entende bem a piada, o processo de conhecimento mal existe, sempre tendo uma antecipação de tutela e resolvendo liminarmente a pretensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é mesmo assim: há o império da velocidade sobre a direção. Pouco importa hoje onde se vai chegar, contanto que seja rapidinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-3760568794749654694?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/3760568794749654694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=3760568794749654694' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/3760568794749654694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/3760568794749654694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/07/velocidade-e-direcao.html' title='Velocidade e direção'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-8133618070892858823</id><published>2009-06-20T09:47:00.001-07:00</published><updated>2009-06-20T09:49:36.867-07:00</updated><title type='text'>De "fair play" a caneleiro*</title><content type='html'>Afinal, o que foi comemorado com o anúncio de nossa cidade como sub-sede da Copa, a vitória de Cuiabá ou a derrota de Campo Grande? No domingo do anúncio, o que se viu foram mais discursos contra a capital vizinha que em prol da nossa. Foi afixada e muito divulgada uma faixa desnecessariamente agressiva, que mandava que Campo Grande “chupasse a manga”. Um jornal local estampou como manchete a derrota da outra cidade, não a vitória da nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso de algumas autoridades de nosso Estado, seguindo a onda daquele momento, cuidou mais de atacar o modo como a outra cidade fez a campanha do que de elogiar a cidade vitoriosa. A população transformou o momento em uma catarse coletiva e espumou de alegria com as palavras que criticavam Campo Grande. Cuiabá, que se orgulhava de ter mantido uma postura &lt;em&gt;fair play&lt;/em&gt; durante o jogo, assim que escutou o apito final partiu para a grosseria e para a truculência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me disse, inclusive, que eles não sabiam perder. Pior que não saber perder, é não saber ganhar. Para quem já tinha o anúncio da vinda da Copa, não mais cabiam palavras contra o outro Estado, era aquele o momento da reconciliação. O “jogo” tinha acabado e era uma excelente hora de estender a bandeira branca e convidar os moradores de Mato Grosso do Sul para que viessem assistir a Copa no Verdão. Parabenizar pelo esforço. Ser magnânimo. Jamais poderia ter havido um sentimento de malhação do Judas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora está circulando pela internet um e-mail supostamente escrito por um comunicador residente em Campo Grande e que sempre vem à nossa cidade, que conta de forma simpática que lhe doeu um pouco no orgulho e sobrou alguma inveja (saudável) a vinda da Copa para Cuiabá. As pessoas tem replicado o e-mail sentindo-se – pelos textos que precedem o artigo – maiores e mais importantes, afinal, a dor de cotovelo foi do campo-grandense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ledo engano. Apesar de haver, no e-mail, uma certa aura de que a escolha já estava anunciada (afinal, até o taxista já sabia de tudo, o que pressupõe alguma marmelada) espalhada pelo texto, o autor foi felicíssimo em mostrar, ele sim, uma postura elegante. Admite a perda, parabeniza pela vitória, critica os políticos grosseiros e a gente daquele município, que não souberam ser humildes durante a disputa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande lição que o Guto Dobes – o autor do texto da internet – nos passa é a da integração, do verdadeiro espírito que deveria haver entre as duas cidades. Já não cabe mais a rixa entre as cidades, sobretudo a motivada por questões bairristas e ignóbeis. Cuiabá é terra de mojica de pintado, de doce de caju e de hospitalidade. Hostilidade não é hábito nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o texto, que circula pelas listas de e-mail e publicado em páginas diversas da internet, seja lido não com a arrogância típica dos pobres de espírito, mas com a grandeza dos nobres, que superam as mesquinharias e que pensam grandiosamente. E que nossos representantes se desculpem pela deselegância ocorrida na euforia da comemoração, que deixem Cuiabá bela para que possamos receber a Copa, os turistas estrangeiros e os nacionais, sobretudo os de Campo Grande, que até outro dia fazia parte do grande Estado de Mato Grosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*publicado na mídia impressa e em &lt;em&gt;sites &lt;/em&gt;de notícias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-8133618070892858823?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/8133618070892858823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=8133618070892858823' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8133618070892858823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8133618070892858823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/06/de-fair-play-caneleiro.html' title='De &quot;fair play&quot; a caneleiro*'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-7134082078299867787</id><published>2009-06-11T15:54:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T15:55:53.128-07:00</updated><title type='text'>A arte do encontro</title><content type='html'>O dia 12 de junho é o dia do encontro. Não fosse o caráter estritamente comercial que foi imposto à data, seria, talvez, a mais importante comemoração do ano depois dos aniversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia comemora-se o encontro. Não o encontro casual, não a “topada” e tampouco o encontro no sentido que lhe fora atribuído como sendo uma “saidinha” com alguém. Mas sim a sublimação do encontro. Com pieguismo e tudo, comemora-se o fato de duas almas, antes perdidas nesse mundão, terem se achado e decido permanecer juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez essa seja a busca maior da vida: o encontro. Mas o curioso é que só se tem esse encontro quando não se busca por ele. Trocando em miúdos, a busca maior só é possível quando não há a busca. Quem tem como meta de vida conseguir ESSE encontro, acaba perdendo-se de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca não tem regras para dar certo, mas viver pensando nela é uma forma quase certa para que dê errado. E há tanto desencontro pela vida.. (grande Vinícius!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E neste dia, a comemoração é para quem de fato encontrou seu alguém. Para essas pessoas faz todo o sentido a data. Para essas pessoas, todas as datas fazem sentido. Aniversário de namoro, de casamento, de seja lá o que for. Tudo faz sentido. Talvez até a vida faça algum sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia dos namorados para quem não teve ESSE encontro, é como o natal para quem não é cristão: serve, no máximo, pra trocar uns presentes. Nada além.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-7134082078299867787?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/7134082078299867787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=7134082078299867787' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7134082078299867787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7134082078299867787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/06/arte-do-encontro.html' title='A arte do encontro'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-7455402314367833762</id><published>2009-05-23T10:47:00.000-07:00</published><updated>2009-05-23T10:48:33.918-07:00</updated><title type='text'>A vida como um rio</title><content type='html'>Tudo flui e a vida flui, como um rio. As coisas vão passando inevitavelmente, o tempo não pode ser contido, a vida não pode ser contida e o rio também não. De outra forma deixa de ser rio, deixa de ser vida, deixa de ser tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma incontida, as águas do rio brotam da nascente e vão buscando um caminho sem se preocupar onde quer chegar. Apenas vai escorrendo, procurando o melhor caminho, evitando as dificuldades e os obstáculos. Quando os encontra, desvia. Quando desvia, transpõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regra é apenas que não pare. Caso pare, deixará de ser o que sua natureza determina: RIO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse lago, seria uma romântica e eterna contemplação. Seria o fim em si mesmo. Mas não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais duradouro que a chuva, que só passa, e menos permanente que o lago, que sempre fica, o rio – que nunca é o mesmo se olhado duas vezes – necessita de uma complementação para sua existência. O caminho que suas águas buscam são o que há de mais poético em sua passagem, da fonte à foz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guiando o rio, o caminho lhe acolhe em suas margens, como se braços fossem e o guia, pelo leito, até o destino final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão belo quanto as águas – ora plácidas ora turbulentas –, tão belo quanto a música do rio, é o caminho que ele segue. As margens o deixam mais estreito, mais largo. As águas se moldam pelo destino que lhe confere o caminho, a passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz do rio que tem belas margens. São elas que lhe dão graça e vida, que lhe permite fluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto são águas passadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-7455402314367833762?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/7455402314367833762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=7455402314367833762' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7455402314367833762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7455402314367833762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/05/vida-como-um-rio.html' title='A vida como um rio'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-1061782694180042667</id><published>2009-05-02T09:33:00.001-07:00</published><updated>2009-05-02T09:48:42.788-07:00</updated><title type='text'>Todo mundo tem.</title><content type='html'>Há algumas características que são inerentes de todos os seres humanos. Uma delas é o bom senso. Todo mundo tem bom senso. Bem, eu nunca encontrei alguém que tenha se declarado, sinceramente, sem "bom senso". Mas sempre encontramos muitas pessoas que parecem não tê-lo (inclusive muita gente deve pensar isso de nós mesmos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma coisa acontece com o sentimento de justiça. Salvo raras exceções, quando é claro e evidente que ultrapassamos os limites (mas quase sempre é justificado), confessamos que fomos injustos. Mas, repita-se, só fomos injustos porque as circunstâncias exigiram - sempre! - o que acaba fazendo com que tenhamos sido justos - de certa forma - naquela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que todo mundo tem é bom gosto. Ora, todo mundo tem bom gosto. Independente de qualquer coisa, todos têm bom gosto. O problema, mais uma vez, é que outras pessoas não têm o mesmo bom gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendemos ter bom senso, em regra, quem tem as mesmas opiniões que temos. É justo quem agem como nós agiríamos. Tem bom gosto quem gosta daquilo que gostamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esses motivos é que, ao contrário do que se diz, semelhante atrai semelhante. Do contrário, até pode haver alguma atração, mas não há continuidade. Em outras palavras, os opostos até se atraem, mas não se suportam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-1061782694180042667?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/1061782694180042667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=1061782694180042667' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1061782694180042667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1061782694180042667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/05/todo-mundo-tem.html' title='Todo mundo tem.'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-2595610370390345369</id><published>2009-03-22T15:06:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T22:08:12.624-07:00</updated><title type='text'>"... seja por ingenuidade, seja por hipocrisia..."</title><content type='html'>Eu ainda me encanto com a capacidade de nosso povo se estarrecer com assuntos que são por todos conhecidos. Apesar de já não ser mais o assunto do momento (esperei passar os 15 minutos para depois falar sobre), a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos, dizendo que o PMDB é corrupto, foi apenas a revelação de algo que as pessoas falam abertamente no dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer mesa de boteco, barbearia ou corrida de taxi, quando se fala de política e o assunto chega ao fisiologismo, é unânime que o PMDB é um partido &lt;strong&gt;DO&lt;/strong&gt; poder. Seja lá quem for o poder. O que mais importa é estar junto com quem dá as cartas para poder também distribuí-las. Ministérios, presidências de órgãos da Administração Pública Indireta, cargos de chefia. A grande base sempre formada de parlamentares ajuda a convencer o chefe do Executivo que é sempre bom contar com aliados históricos do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu me pergunto: o que, afinal, houve de novidade na entrevista do senador? Talvez o fato de a notícia vir de dentro do partido? Talvez o fato de ele ter resolvido romper com a cortina de fumaça e jogado na cara de todos o que todos estamos cansados de ver – o tempo todo – nas nossas caras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havendo o hábito de se criticar a política e os políticos, a entrevista, no máximo, poderia servir para um brado coletivo de “Tá vendo? Eu sempre disse isso!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quais foram os efeitos práticos da entrevista? Nenhum, é claro. A cúpula do partido, muito espertamente, sabia que a emenda sairia pior que o soneto e não tomou nenhuma postura. Apenas disse que as acusações foram genéricas e que nada havia de ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado? Ninguém nem comenta mais nada. Passaram os 15 minutos de burburinho e o PMDB continua presidindo as duas Casas e se ocupando de outros tipos de escândalo para administrar. Castelos, Corregedorias, Diretorias e Diretores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso povo, com a memória sempre curta – seja por ingenuidade seja por hipocrisia – , já está, mais uma vez, prontinho para se chocar com qualquer nova revelação que não passe da mera exposição pública daquilo que o próprio público expõe diariamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-2595610370390345369?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/2595610370390345369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=2595610370390345369' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2595610370390345369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2595610370390345369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/03/seja-por-ingenuidade-seja-por.html' title='&quot;... seja por ingenuidade, seja por hipocrisia...&quot;'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-4955387970110547619</id><published>2009-03-08T12:51:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T13:06:14.169-07:00</updated><title type='text'>Pecados mais graves.</title><content type='html'>Alguns temas são, por natureza, polêmicos. No final do mês de fevereiro tive um bate-papo (alguns preferem chamar de palestra) com um grupo de jovens sobre a importância do jovem na política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando sobre os órgãos que compõem o Poder do Estado, fiz uma alegoria, promovendo uma discussão com os jovens sobre o projeto de descriminalizar o aborto. Gerou alguma polêmica e, ao final, um amigo médico, que estava presente, disse que os profissionais da medicina, em regra, são contrários ao aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a vida é sempre muito mais complexa do que podemos trabalhar “em tese”, na última semana houve um caso que se tornou assunto por todos os lados: o pai que estuprava a filha e que a engravidou. Dupla monstruosidade. Se nada pôde ser feito para evitar o estupro, ao menos a gravidez foi interrompida, uma vez que a nossa legislação permite que seja feito o aborto em casos de estupro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a sociedade estupefata pela ação do pai (pai?!), a Igreja, por meio de seu bispo local, apressou-se em promover a excomunhão dos integrantes da equipe médica. Quanto ao pai estuprador, a Igreja entende que há pecados mais graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que os profissionais da medicina sejam contrários ao aborto, como disse o meu amigo, aquela foi uma situação que necessitava de uma intervenção. Não houve, por certo, nenhuma alegria na equipe em ter que realizar aquele procedimento, mas havia de ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a excomunhão foi o preço a ser pago para se fazer a coisa certa, se há justiça Divina, por certo quando chegar a hora do juízo final, quando forem pesados os atos que fizemos na vida, o clérigo de alta patente vai descobrir que houve, neste caso, um ato de humanismo: o da equipe médica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos demais atos (defesa do estuprador e excomunhão da equipe), estes sim, são "pecados mais graves".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-4955387970110547619?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/4955387970110547619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=4955387970110547619' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/4955387970110547619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/4955387970110547619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/03/pecados-mais-graves.html' title='Pecados mais graves.'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-4289251800551007488</id><published>2009-02-22T17:35:00.001-08:00</published><updated>2009-02-22T17:35:38.822-08:00</updated><title type='text'>Nunca o vão abandonar</title><content type='html'>O machismo latino-americano em que somos criados faz com que tenhamos algumas reações padronizadas. Pra começar, homem não acha homem bonito. E pronto! Não existe em nossa condição de heterossexuais latinos um olhar para outro homem que faça com que os olhos brilhem. Isso, jamais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, mas existem exceções para todas as regras. Quando o assunto é futebol, tudo muda. Homens barbados, pais de família, heterossexuais incontestes que jamais olharam para um outro homem sem distanciamento e isenção, mudam completamente quando o assunto é futebol e, sobretudo, com relação a alguns jogadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo recente é o caso entre o Ronaldo e a torcida corinthiana. Mesmo com o jogador em forma de barril, até agora sem ter chutado a bola oficialmente pelo clube, a torcida lambe o jogador com os olhos. Parece escorrer mel da boca dos corinthianos quando falam o nome do jogador. Os olhos brilham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo aquele machismo que JAMAIS deixaria com que houvesse uma aproximação com outro homem, é esquecido com o futebol. Chega a ser curioso ver em botecos explosões de testosterona, como homens gritando amores pelo clube de futebol. Chego mesmo a crer que são um bando de loucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos berros declaram um amor incondicional ao clube de futebol, dizendo que nunca o vão abandonar porque o amam. Provavelmente as esposas e namoradas nunca tiveram deles uma demonstração de amor que chegue a dez porcento daquilo nem tampouco ouviram que nunca seriam abandonadas porque as amam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o futebol é isso aí: homens heterossexuais convictos berrando amores por outros 11 homens que correm atrás de uma bola e ficam com os olhos brilhantes quando falam de um outro, que nem atrás da bola corre (já que ele mesmo está uma bola). Enquanto isso, as namoradas e esposas assistem, resignadas, na esperança que sejam tão amadas e admiradas quanto o clube e o gordo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-4289251800551007488?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/4289251800551007488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=4289251800551007488' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/4289251800551007488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/4289251800551007488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/02/nunca-o-vao-abandonar.html' title='Nunca o vão abandonar'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-7121427774101481791</id><published>2009-01-22T14:02:00.000-08:00</published><updated>2009-01-22T14:03:39.919-08:00</updated><title type='text'>A Juventude dos Partidos</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(encaminhado para publicação na mídia impressa)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando era cronista do jornal “O Globo”, no ano de 1967, Nelson Rodrigues disse que antigamente ninguém queria ser jovem. Segundo ele, no começo do século passado as pessoas já nasciam com mais de 50 anos. De fato, os jovens, assim que podiam, deixavam crescer o ou o bigode, ou o cavanhaque, ou a barba, para que tivessem aspecto de mais idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco mais de quarenta anos passados do texto, e muitos mais do “antigamente” a que se refere, a juventude está mais que nunca na moda. Ninguém parece querer aceitar o tempo que passa (ou que o que o tempo passa). Existe um frisson pela juventude. Em uma época onde a tecnologia imprimiu um novo ritmo ao tempo e a medicina quase descobriu o “elixir da longa vida”, o que se vê é uma maturidade com aparência jovem e um profundo desrespeito pela juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos querem parecer jovens, mas ninguém o que ser, de fato. O jovem ainda vive sob o estigma da irresponsabilidade, do descompromisso, da rebeldia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo fica ainda pior quando representantes de setores governamentais, que deveriam ter discursos pró-juventude, visando explorar o potencial e gerar oportunidades, fazem pronunciamentos desprezando quem tem pouca idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ambiente de formação, por excelência, para o jovem-cidadão são os partidos políticos e seu segmento jovem. A participação das discussões e do processo decisório de programas de governo/sociais, marcando posição e contribuindo para a formatação da sociedade é uma das formas mais significativas de formação adultos conscientes e de afastar o jovem da delinqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, há algum tempo, o prefeito de uma cidade de Mato Grosso, em pronunciamento, disse que “as juventudes dos partidos só servem para animar comícios”. Mais de que deselegante, foi desastroso o pronunciamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chefe do Poder Executivo, líder, por certo, do partido dentro do município, referência maior da população, relega a juventude o papel de micos de auditório. Inaceitável. Absurdo. Lamentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coordenação dos trabalhos da juventude deve caber a pessoas com mais experiência e, se por ventura os trabalhos não vêm acontecendo a contento, cabe um mea culpa e a busca por soluções, não uma crítica deslavada contra quem necessita de exemplos para seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que não me sinta mais integrante da juventude (as cãs aparentes, as entradas e a data de nascimento me afastam cada vez mais desta fase da vida), acredito nela. A força, a vitalidade e a energia dos jovens têm o condão transformador. A realidade social, sempre dizia o professor Carlão (que tanta falta faz à academia, à construção do direito e aos bares), não nasce em árvores, pendentes como frutos. A realidade social é construída a cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a construção de um mundo melhor passa, inevitavelmente, pela melhor formação do jovem, pela abertura ao debate, pela conscientização do poder reformador e reformulador que têm a juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação àquele prefeito a quem me referi (e que deve ter nascido com 50 anos, como na crônica rodrigueana), o seu pronunciamento não foi de todo inútil. Ao menos serve de mau exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-7121427774101481791?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/7121427774101481791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=7121427774101481791' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7121427774101481791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7121427774101481791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/01/juventude-dos-partidos.html' title='A Juventude dos Partidos'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-7945839170889385693</id><published>2009-01-19T08:01:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T08:24:57.299-08:00</updated><title type='text'>O gigante Davi</title><content type='html'>Alguém disse que "nunca se mente tanto quanto antes de uma guerra, durante as eleições e depois de uma pescaria". Se no que diz respeito à pescaria a frase ainda vale, a política e a guerra (muitas vezes de mãos dadas) fazem o ditado merecer uma revisão.&lt;br /&gt;O que temos visto é que, para se ganhar uma eleição, vale quase tudo. Melhor, vale tudo. Inclusive fazer a guerra.&lt;br /&gt;Os Estados Unidos tem (escrever isso sem acento ainda me causa desconforto) uma vasta lista de ações de guerra para justificar a vida política do país. Se á política vai mal, promovem a guerra para estimular o sentimento de americanismo do povo. Eleição praticamente garantida.&lt;br /&gt;O problema surge quando mesmo a população se irrita com as medidas. A guerra no golfo estrapolou todos os limites e mesmo a população agora se insurge contra o "republicanismo". Apenas para ilustrar, uma organização está preparando um pedido de prisão ao Mr. Bush por "crimes contra a humanidade". O pedido será apresentado em faixas durante a cerimônia de posse do candidato eleito. Aliás, a atuação do Obama, em quem o mundo depositou suas esperanças, tem sido muito tímida no que diz respeito à questão atual na faixa de Gaza.&lt;br /&gt;Aliás, Gaza é mais um exemplo da guerra para viabilizar eleições. Semanas antes das eleições, Israel resolveu promover revidar com um poderio bélico estupendo o ataque dos traques e rojões do Hamas. O genocídio praticado por Israel contra os Palestinos é evidente. Uma simples olhada no necrotério mostra a diferença. Enquanto meia dúzia de judeus foram morar no cemitério, quase mil palestinos foram ter as contas com Alá (aliás, Israel não poupou nem os mortos e bombardeou até cemitério).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-7945839170889385693?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/7945839170889385693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=7945839170889385693' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7945839170889385693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7945839170889385693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/01/o-gigante-davi.html' title='O gigante Davi'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-3038358711811841968</id><published>2009-01-02T07:37:00.000-08:00</published><updated>2009-01-02T07:38:24.999-08:00</updated><title type='text'>Bêbado Solidário</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Nada mais comovente que o bêbado solidário. Há quem, depois de encharcar a caveira de cachaça, torna-se o mais solícito dos seres, sobretudo em datas festivas, sobretudo no reveillon (por que não se aportuguesa essa palavra?).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;Aliás, neste reveillon (continuo achando que deveria ser reveiôn), algo por volta da uma da manhã, passada a euforia dos fogos, das explosões de champagne (por que não se fala chamapanhe – ou apenas espumante?) e após os efusivos e cumprimentos e desejos de prosperidade, estava eu, afastado da multidão, quando um desconhecido, completamente bêbado, pra lá de Bagdá uns quarenta coqueiros, guinchado pela esposa (suponho que fosse), de repente pára em minha frente, me olha como se eu fosse um antigo conhecido, abre os braços e grita pra mim um “feliz 2009”, seguido de um abraço como o que se dá em grandes amigos, seguido de votos diversos.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A comovente cena não durou mais que uns segundos mas mostrou o espírito que nos guia, sobretudo na embriaguez, nessas datas festivas. A despeito da praxe do momento, a despeito do protocolo, existe um real sentimento – potencializado pelos vapores do álcool – de que seja realmente um ano bom. Como se dizia em Roma, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;in vino veritas&lt;/i&gt;. Também deve ser em tudo o que amorteça o superego.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enfim, que os desejos embriagados do bêbado solidário sejam para todos nós. Inclusive para os saqueadores do texto anterior.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-3038358711811841968?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/3038358711811841968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=3038358711811841968' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/3038358711811841968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/3038358711811841968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2009/01/bbado-solidrio.html' title='Bêbado Solidário'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-8747420181994548078</id><published>2008-12-24T14:40:00.000-08:00</published><updated>2008-12-24T14:41:36.849-08:00</updated><title type='text'>O Espírito do Natal</title><content type='html'>Movidos por um grande sentimento de fraternidade, pessoas de todo o nosso País encaminharam donativos para os desabrigados das enchentes de Santa Catarina. Segundo números da Revista Época (22 de dezembro) foram 26 milhões de Reais, 4.300 toneladas de alimento, 1.000 toneladas de roupas e 2,5 milhões de litros de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo brasileiro se comoveu com o triste destino das famílias que tudo perderam. A alguns só restaram a vida, a dignidade e poucos documentos. A campanha televisiva funcionou e os resultados bateram recordes de doações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o povo, como entidade metafísica e despersonalizada, deu mostras de que é solidário, o povo, como integrantes da população, com nome, RG, CPF e endereço, mais uma vez nos causou vergonha de sermos da espécie humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumado a delegar à classe política o monopólio das falcatruas e aos bandidos profissionais o da latronagem, pessoas do povo, com as características acima (CPF e RG), – inclusive que se apresentaram como voluntários e alguns fardados – saquearam as doações feitas aos desabrigados. Câmeras mostraram alguns “escolhendo” o que queriam levar pra casa. O que havia de melhor, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns dias do Natal, pessoas que se habilitaram como voluntários foram, enfim, buscar os presentes e a ceia em um “pegue-e-leve”, sem necessitar desembolsar. Sempre me foi dito que a ocasião faz o ladrão e para essas pessoas o ditado serve. Pior: se houve o ânimo de desencaminhar produtos que têm como destinatários quem tudo perdeu, na certeza da impunidade, certamente com a garantia do anonimato e de que não restariam problemas posteriores, os saqueadores bem poderiam preparar um butim mais substancioso. Talvez os cofres públicos, talvez bolsos privados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, enfim, é Natal. Os sinos dobram, as pessoas cantam, as lojas vendem (com ou sem crise) e há um protocolar desejo de felicidade e coisas boas para todos (até mesmo os saqueadores de Santa Catarina desejam o bem para todos – mas para eles em primeiro lugar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o espírito natalino que contagia. (Mas a virose do Natal tem sintomas diferentes em cada um.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal e um 2009 sem enchentes e sem saques de donativos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-8747420181994548078?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/8747420181994548078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=8747420181994548078' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8747420181994548078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8747420181994548078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/12/o-esprito-do-natal.html' title='O Espírito do Natal'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-9024095076360645401</id><published>2008-11-30T05:56:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T11:30:29.009-08:00</updated><title type='text'>Alguém especial</title><content type='html'>Uma bailarina de um certo programa dominical, ao ser interpelada pelo apresentador se estava namorando, disse que estava &lt;em&gt;“em processo seletivo”&lt;/em&gt;. Como a moça é muito bonita, no domingo seguinte o apresentador mostrou os mais de três mil e-mails e cartas enviados por candidatos à vaga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez questionada do porquê de estar só, sendo tão bela, a bailarina disse que preferia estar só a mal acompanhada e que esperava por &lt;em&gt;“alguém especial”&lt;/em&gt;. Isso me interessou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que é “alguém especial”? A brincadeira (será?) do “processo seletivo” e interesse por &lt;em&gt;“candidatos à vaga”&lt;/em&gt; pareceu-me algo excessivamente empresarial. O “especial” passa a ter a aparência da necessidade de valores. Não valores subjetivos e que dizem respeito ao caráter, mas sobretudo àqueles que interessam aos bancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou é isso ou passamos por uma crise moral sem precedentes. Se uma mulher extremamente bela, aparentemente simpática e inteligente não encontra um “cara legal”, o que restará às menos privilegiadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um dos grandes males seja a espera pelo “pacote pronto”. Talvez a moça aguarde o seu “alguém especial” chegando montado em uma &lt;em&gt;Kawasaki&lt;/em&gt; branca (cavalo branco já está fora de moda), belo, íntegro, com um sorriso de propaganda de creme dental e cabelos de comercial de shampoo, sarado e tão bem vestido como um &lt;em&gt;James Bond&lt;/em&gt;. Aguarda que ele pare a moto, retire o capacete (sim, é claro que alguém especial usa capacete), lhe sorria, comece tocar ao fundo um tema musical (que depois identificaria como sendo a “música deles”). Nas apresentações ele diz “oi, eu sou alguém especial”. E assim vivem felizes para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o País das Maravilhas há tempos já pegou fogo, só resta pedir para as Alices de plantão acordarem e descobrirem que ninguém é especial simplesmente por sê-lo. As pessoas se tornam especiais, mesmo com milhões de defeitos. Assim são os relacionamentos onde o sentimento impera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos os outros casos existe Mastercard.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-9024095076360645401?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/9024095076360645401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=9024095076360645401' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/9024095076360645401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/9024095076360645401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/11/algum-especial.html' title='Alguém especial'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-3208888079662311695</id><published>2008-11-03T03:51:00.000-08:00</published><updated>2008-11-03T03:56:27.966-08:00</updated><title type='text'>Vou ser breve</title><content type='html'>O prenúncio da demora é o aviso da brevidade. Em uma de suas crônicas, Nelson Rodrigues diz que antes de entrar no assunto irá dizer “duas palavras” sobre um outro tema. Alerta o cronista que “duas palavras” em tradições brasileiras são o equivalente a mais de duzentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também em discursos vale a regra. Quando alguém inicia o discurso, depois de passar cinco minutos cumprimentando os presentes e os componentes da “mesa”, dizendo “vou ser breve”, pode ter certeza que vai ser longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa, como dito, com cumprimentos à mesa e aos presentes, da alegria por se estar presente àquele momento, da beleza que é a sociedade reunida em assembléia, fazendo jus aos heróis que tanto lutaram para que pudéssemos ter um país realmente democrático. Aliás, tudo depende do tipo de cerimônia. Para cada cerimônia, um certo tipo de abertura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vem o desenvolvimento e aqui é que se diz o “vou ser breve”, seguido de longas (e muitas vezes repetidas) palavras sobre aquele momento. E, aqui também tudo varia conforme a intenção: elogios, críticas, desenvolvimento de idéias. Ora mais inflamadas as palavras, ora menos, o tempo vai passando, passando, passando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente o orador, com a platéia cansada, diz “para encerrar...” e todo mundo acredita que ele realmente vai terminar. Mas não termina. E fala, fala, fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, enfim, vai encerrar o seu discurso, volta a agradecer aos presentes, aos membros da mesa e retoma todo aquele pré-discurso da abertura que dura novos cinco minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A platéia, cansada, aplaude em pé não o orador e o seu discurso, mas sim o término daquela fala e aproveita para esticar as pernas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-3208888079662311695?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/3208888079662311695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=3208888079662311695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/3208888079662311695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/3208888079662311695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/11/vou-ser-breve.html' title='Vou ser breve'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-6666496748610492343</id><published>2008-10-26T08:58:00.000-07:00</published><updated>2008-10-26T19:59:44.139-07:00</updated><title type='text'>Vigilantes</title><content type='html'>Os quadrinhos têm ido para as telas do cinema com uma força cada vez maior. Além dos heróis tradicionais como Batman e Superman, fomos invadidos por filmes dos X-Men, Homem Aranha, Hulk, Homem de Ferro e uma série de outros menos tradicionais, como os quadrinhos “Vertigo”, que foi para as telas com o nome do personagem principal “Constantine” e alguns dos geniais quadrinhos do Frank Miller, como Sin City e 300 (sem contar o Batman Begins).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro escritor genial com histórias indo parar nos estúdios de Hollywood é Alan Moore. Com um estilo impecável e histórias cheias de conceitos, citações e referências das mais diversas, foram filmadas, em uma rápida lembrança, as histórias “Do Inferno”, “V de Vingança”, “A Liga Extraordinária” (sem contar o último Batman, que já foi comentando uns posts abaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o cinema vai nos trazer uma das melhores histórias de todos os tempos e que saiu da mente do senhor Moore: “WATCHMEN”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Watchmen é uma história de heróis mascarados, sem poderes (exceto o Dr. Manhatan) e que se lançam às ruas buscando combater o crime. Com o tempo eles são obrigados a deixar a vida de vigilantes, proibidos por lei. A história inicia já com os Vigilantes (ou watchmen) “aposentados”, no momento em que o “Comediante” (um vigilante que trabalha para o governo e que ainda está na ativa) é assassinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo se desenvolve em várias facetas, sendo contada em cada um dos gibis (uma série em 12 edições quinzenais) a história pessoal de cada um dos principais personagens enquanto se desenrola a busca para saber quem matou o Comediante e outras investidas contra os ex-mascarados acontecem. Tudo isso é um grande pano de fundo para Alan Moore fazer análises sobre a existência e a condição humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trailer já está na internet e o filme estréia ano que vem. Se o filme for dez por cento do que são os quadrinhos, já vale à pena comprar para ter em casa e assistir muitas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem se interessar, abaixo o link do trailer no youtube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ONQ3Zgy195Y"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ONQ3Zgy195Y&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-6666496748610492343?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/6666496748610492343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=6666496748610492343' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6666496748610492343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6666496748610492343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/10/vigilantes-os-quadrinhos-tm-ido-para-as.html' title='Vigilantes'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-7338002944946683019</id><published>2008-10-12T16:37:00.000-07:00</published><updated>2008-10-14T15:03:42.969-07:00</updated><title type='text'>Meios Mandatos</title><content type='html'>As eleições municipais ainda nem terminaram, uma vez que ainda existe o segundo turno e há uma ou outra pendenga judicial, mas há muito tempo o assunto é 2010. Para viabilizar a disputa nas eleições gerais, os mais fortes candidatos buscaram eleger o maior número possível de correligionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso faz parte do jogo e é aceitável a estratégia. O desrespeito surge quando parte dos eleitos entraram na disputa pensando em não terminar o mandato. Com os olhos voltados para 2010, um sem-fim de prefeitos vai deixar seus municípios nas mãos do vice e se lançar novamente à disputa de um outro cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de pedir voto, depois ir às ruas, depois de abraçar o povo, depois de prometer melhorias para o município, vão deixar para o vice 32 meses de mandato enquanto ficaram apenas 16. Será que o vice seria eleito, se fosse o “cabeça” da chapa? É honesta essa atitude, onde se faz conchavos para garantir candidaturas em detrimento do que pensa o eleitor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa manobra para eleger “A” e entregar a prefeitura para “B”, aproxima-se muito do que dispõe o artigo 171 do Código Penal, o famoso crime de estelionato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.dji.com.br/penal/estelionato.htm"&gt;&lt;em&gt;Estelionato&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="a171"&gt;&lt;em&gt;Art. 171&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nesse “estelionato eleitoral” o &lt;strong&gt;eleito&lt;/strong&gt; ganha uma nova candidatura, o &lt;strong&gt;vice&lt;/strong&gt; ganha uma prefeitura. Quem perde? O povo perde. Sempre o povo é quem perde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-7338002944946683019?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/7338002944946683019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=7338002944946683019' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7338002944946683019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7338002944946683019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/10/meios-mandatos.html' title='Meios Mandatos'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-8014531259292995886</id><published>2008-10-06T15:14:00.000-07:00</published><updated>2008-10-06T15:15:20.203-07:00</updated><title type='text'>O Cavaleiro das Trevas</title><content type='html'>Não bastasse a bronca por não atualizar o blog, ainda tive que outra por não ter postado nem mesmo uma linha sobre o último (não me atrevo mais a chamar de “novo”) filme do Batman. Sendo eu um batmaníaco declarado, não poderia me furtar a escrever algo, mas me furtei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, em uma época que ninguém nem sequer lembra mais do filme, trago umas palavrinhas sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começar, é sempre interessante dizer que os filmes do Batman que têm o Coringa, são filmes do Coringa, não do Batman. O palhaço é tão um personagem tão grandioso que ofusca o morcego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim com o Jack Nickolson, foi assim com o Heath Ledger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justiça seja feira: o Ledger é um Coringa muito melhor que o Nickolson. Enquanto Mr. Nickolson fez do Coringa um gângster piadista, o Ledger criou um personagem completamente violento, insano e amoral. Foi uma aproximação fantástica do que sempre lemos nos quadrinhos, sobretudo quando o Allan Moore faz o argumento. Perfeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As inovações, sempre criticadas pelos leitores puristas dos quadrinhos, também aconteceram. O Duas-Caras que teve uma nova origem, a Ramirez corrupta, a Sarah com o nome de Barbarah. Não chega a ser agradável ver essas mudanças, mas não chegam a macular a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, houve uma coisa que me preocupou e que por certo estará na continuação. Tudo fez entender que o filho do Gordon (filho do Gordon???!!!) poderá ser o novo menino-prodígio. Que os roteiristas não cometam essa loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, o filme continuou com a receita do primeiro: exploração do lado psicológico das personagens, muita tensão e violência. Pra mim está aprovadíssimo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-8014531259292995886?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/8014531259292995886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=8014531259292995886' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8014531259292995886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8014531259292995886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/10/o-cavaleiro-das-trevas.html' title='O Cavaleiro das Trevas'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-4923456232411508287</id><published>2008-09-29T13:09:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T13:33:20.193-07:00</updated><title type='text'>Hilário Eleitoral</title><content type='html'>Recebi uma recente esculachada de um amigo que me mandou tomar vergonha na cara e atualizar o meu blog. Sempre prometo escrever semanalmente e nunca cumpro, estou parecendo político mau-caráter. E já que estamos na reta final das campanhas eleitorais, nada melhor que usar o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que estas eleições estão passando do patético ao deprimente. Não bastasse a falta de projetos e propostas reais e exeqüíveis, os candidatos ainda resolveram fazer política à moda antiga e vasculhar o passado dos concorrentes para jogar toda a lama possível no ventilador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedofilia, corrupção, ligações com o crime organizado, assédio sexual, pederastia, de tudo se viu em forma de acusações nesta campanha. O povo sabe de cor quais as alfinetadas que os candidatos se deram, mas pouco sabem dos projetos que os “prefeitáveis” têm e tampouco se são exeqüíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro espetáculo à parte é a campanha para vereador. O “hilário eleitoral” mostra que a maioria (quase totalidade) não faz nem idéia do que faz um vereador, qual a área de atuação, até onde pode ir. Mas estão firmes no propósito de ir para a Câmara Municipal, se não ajudar a acertar a cidade, ao menos dão um jeito de acertar a vida. E o povo brasileiro, sempre com um humor muito peculiar, arruma um jeito de fazer piada com a situação, mas não sem deixar o recado de incredulidade do sistema político atual. Vejam só:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251542925650307650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SOE6d44aKkI/AAAAAAAAAB0/IlDrDoOpdeE/s400/zoinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;P.s.: Aproveitando o clima eleitoral, onde muito se diz e pouco se cumpre, prometo que vou atualizar o blog semanalmente! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-4923456232411508287?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/4923456232411508287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=4923456232411508287' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/4923456232411508287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/4923456232411508287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/09/hilrio-eleitoral.html' title='Hilário Eleitoral'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SOE6d44aKkI/AAAAAAAAAB0/IlDrDoOpdeE/s72-c/zoinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-7619530075684034237</id><published>2008-08-20T11:21:00.000-07:00</published><updated>2008-08-20T11:23:23.092-07:00</updated><title type='text'>Do andar feminino</title><content type='html'>Que o &lt;strong&gt;Guto&lt;/strong&gt; fique feliz: todas as mulheres coxeiam. No andar feminino, com vagar ou com pressa, existe um coxear que dá charme e beleza. Um rebolado com as coxas se comunicando e com os quadris ora mais pra lá, ora mais pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja qual for o motivo do coxeio, talvez a bolsa, talvez o salto, talvez só charme, tanto faz, torna o andar feminino alegre. Esse vai-e-vem é o contraponto do andar reto, militarizado, seco e sem graça dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se houve um tempo que o coxeio causou angústia, como foi no machadiano Brás Cubas que se lamentava da condição da Eugênia (&lt;em&gt;“menina bela embora coxa”&lt;/em&gt;), hoje há quem o celebre. Assim como o Guto, o &lt;strong&gt;Mário Rui Feliciani&lt;/strong&gt;, em seu “&lt;strong&gt;Dobras&lt;/strong&gt;” (Selo Sebastião Grifo, 2007), comemora essa peculiaridade feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conto intitulado “37” o Mário Rui faz uma magistral análise do rebolar desaprumado e fora do eixo da morena no samba, cuidando de ir mais pra um lado que para o outro, com mais vagar ou com mais pressa, tudo dependendo do tamanho da bunda que circunda o imaginário centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja mais pesadamente, para as avantajadas, seja mais espevitadamente, para as mignon, a bunda tem uma função de crucial importância para a beleza do coxeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe a necessidade do não-simetrismo para que o andar não seja robótico. É a imperfeição que humaniza, que dá beleza ao andar e que o faz agradar a quem olha. Sorte termos pessoas como o Guto e como o Mário Rui (aliás, muito obrigado pelo livro, Mário!), que nos fazem enxergar a beleza nesses pequenos (e quase desapercebidos) detalhes do universo feminino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-7619530075684034237?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/7619530075684034237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=7619530075684034237' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7619530075684034237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7619530075684034237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/08/do-andar-feminino.html' title='Do andar feminino'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-1246462741123062262</id><published>2008-06-01T20:36:00.000-07:00</published><updated>2008-06-23T20:41:13.936-07:00</updated><title type='text'>Emoção me emociona</title><content type='html'>A despeito do pieguismo que inevitavelmente está inserido no contexto, não posso (e nem quero) negar: emoção me emociona. Não a emoção barata, provocada por algum animador de auditório ou a emoção provocada por um marketeiro em um comercial de leite condensado. Mas a emoção natural, sobretudo a emoção contida, que não se esvai em lágrimas desesperadas, me emociona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, também, a emoção de protocolo: esperada e necessária. A (má) dramaturgia, inclusive televisiva, fez com que esse tipo de emoção perdesse o encanto. Tornou-se trivial, banal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um plus, que emociona, quando ocorre algo diferente. Há uma certa poesia no novo, no inesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga recentemente casou-se e, toda sorrisos, deixou transparecer desde que adentrou a nave um certo nervosisvo que tentava conter. Embalde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase ao fim da cerimônia, ainda sorrindo, faltaram-lhe as pernas. Emoção bela, contida, discreta. Amparada pelo noivo (já deveria ser esposo àquele momento), assistiu sentada a assinatura do livro pelos padrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem lágrimas. Sem desespero. Pura emoção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-1246462741123062262?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/1246462741123062262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=1246462741123062262' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1246462741123062262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1246462741123062262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/06/emoo-me-emociona.html' title='Emoção me emociona'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-6170048086523054244</id><published>2008-05-12T05:47:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T05:50:13.624-07:00</updated><title type='text'>Mentiras Necessárias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;                                                                   “a mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;                                                                                                                                              Mário Quintana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                                                                             “uma mentira contada mil vezes, torna-se verdade”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                            Joseph Goebbles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ministra Dilma, em reunião no Senado Federal, quando questionada pelo senador Agripino sobre uma entrevista por ela concedida onde confessou que mentia nas sessões de interrogatório durante a ditadura, respondeu ao parlamentar que muitas vezes é necessário mentir para proteger inocentes, que durante um regime de exceção, sob tortura, a mentira é uma virtude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos já contamos mentirinhas por motivos menos nobres. A vida em sociedade seria impossível sem a mentira. Como se diz, “mais vale uma mentirinha bem intencionada que uma verdade desnecessária”. A esposa/namorada que está fora do peso e pergunta se está gorda, espera por uma resposta agradável, não pela verdade. Durante as campanhas políticas e pronunciamentos oficiais, o povo espera menos por um diagnóstico do real que por propostas impossíveis, mas que exercitem o desejo e o sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a mentira institucional é uma espécie de esporte nacional. A manutenção do &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; necessita de algumas inverdades, algumas vezes descaradas, como, por exemplo, o “eu não sabia de nada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a plena realidade é impossível e deselegante. Mas também é deselegante e desagradável o exagero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por ventura às vezes a mentira é uma virtude e por outras é necessária (e até elegante), na grande maioria das situações é imprescindível a verdade, nada além da verdade, sobretudo nas estruturas do Poder, onde mente-se, como &lt;em&gt;nunca antes, na história deste país&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-6170048086523054244?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/6170048086523054244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=6170048086523054244' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6170048086523054244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6170048086523054244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/05/mentiras-necessrias.html' title='Mentiras Necessárias'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-6397917990201765980</id><published>2008-05-06T14:03:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T14:18:05.723-07:00</updated><title type='text'>Tudo é vaidade</title><content type='html'>Apesar de eu não ser um religioso, acredito ser impossível refutar essas palavras inscritas no livro de Eclesiastes: “tudo é vaidade”. A vaidade é o combustível do mundo. As mudanças acontecem por vaidade e por vaidade também deixam de acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos por necessidade que por vaidade mundos novos foram descobertos e modificou-se a realidade, houve progresso e avanços científicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é um grande palco de vaidades, um cenário ilusório construído e transformado para alimentar o que de menos nobre tem o ser humano. O imoderado desejo de atrair admiração, a vaidade, neste ano tem um palco de atuações que se repete bienalmente: as eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as eleições as vaidades se afloram e, sob o pretexto de trabalhar pelo bem comum, candidatos despreparados se perdem em promessas impossíveis feitas por meio de textos mal-decorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é vaidade. O poder é vaidade. Ilusão e futilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo além, toda e qualquer exposição é vaidade. Vã e ilusória vaidade (inclusive esse blog).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-6397917990201765980?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/6397917990201765980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=6397917990201765980' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6397917990201765980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6397917990201765980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/05/tudo-vaidade.html' title='Tudo é vaidade'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-4746169681818806837</id><published>2008-02-25T15:17:00.000-08:00</published><updated>2008-02-25T19:21:49.666-08:00</updated><title type='text'>O buraco da agulha</title><content type='html'>Algumas traduções equivocadas e as mudanças no som causadas pela repetição de frases e ditos populares criaram (e criam) umas aberrações textuais que assumimos sem questionar. Há uma série de exemplos e resolvi, desta vez, falar sobre esse tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequenos aprendemos uma parlenda onde se diz que "hoje é domingo, &lt;strong&gt;PÉ DE&lt;/strong&gt; cachimbo". Pois bem, o que é um "pé de cachimbo"? Uma árvore onde os cachimbos nascem como frutos? Em verdade, a parlenda diz que "hoje é domingo, &lt;strong&gt;PEDE&lt;/strong&gt; cachimbo". "Pede", do verbo pedir, e não "pé de", relativo a árvores frutíferas. O domingo pede tranquilidade, meditação, que é um ato inerente ao "cachimbar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo de rimas infantis é o da famosa "batatinha quando nasce &lt;strong&gt;ESPARRAMA&lt;/strong&gt; pelo chão". Tudo bem, a planta é rasteira e espalha-se, mas o correto é "&lt;strong&gt;ESPALHA A RAMA&lt;/strong&gt; pelo chão". Ficou quase igual, mas assim tem mais sentido, afinal a "batatinha" em si, não espalha nada, o que espalha é a rama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta agora eu acho o máximo: já ouviram dizer que "fulano é o pai &lt;strong&gt;ESCARRADO E CUSPIDO&lt;/strong&gt;"? Pois é, além de desagradável, a remissão escatológica não tem sentido algum. Ao menos nunca li nada que relacionasse cuspe e catarro à genética. A frase correta é que "fulano é o pai &lt;strong&gt;EM CARRARA ESCULPIDO&lt;/strong&gt;", o que tem outro significado. Só pra lembrar, Carrara é uma localidade da Itália famosa pelo seu mármore, utilizado pelos mestres do Renascimento para fazerem suas esculturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, uma outra fantástica e bíblica (e que dá nome ao &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;). É citado no Evangelho de São Mateus que "é mais fácil passar um &lt;strong&gt;CAMELO&lt;/strong&gt; pelo buraco de uma agulha que entrar um rico no Reino dos Céus". Vamos lá, o que tem a ver um camelo com uma agulha? Por que, afinal, alguém tentaria fazer esse absurdo? Por quê passar um camelo pelo buraco da agulha? A verdade é que o texto foi mal traduzido: a palavra em questão era &lt;strong&gt;KAMELOS&lt;/strong&gt; (do grego, "&lt;strong&gt;CORDA GROSSA&lt;/strong&gt;" de amarrar navio) e não &lt;strong&gt;CAMELUS&lt;/strong&gt; (do latim, "&lt;strong&gt;CAMELO&lt;/strong&gt;"). Com a tradução correta passa a ter um melhor sentido o texto bíblico. Concorda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, estamos esclarecidos. O duro vai ser não mais cuspir no filho e passar a coisa certa pelo buraco da agulha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-4746169681818806837?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/4746169681818806837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=4746169681818806837' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/4746169681818806837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/4746169681818806837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/02/o-buraco-da-agulha.html' title='O buraco da agulha'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-8754672258887630505</id><published>2008-02-06T13:47:00.000-08:00</published><updated>2008-02-07T11:50:32.790-08:00</updated><title type='text'>Hormônios em fúria</title><content type='html'>O carnaval mexe com os hormônios do povo brasileiro. Se ninguém nunca fez um estudo sobre esse aspecto do carnaval, alguém precisa fazer. Existe, por uns dias, uma abolição ao recato, um afrouxamento dos rigores morais do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comportados decotes do cotidiano tornam-se seios à mostra, turbinados à base de silicone, corpos sarados e bronzeados nas férias de dezembro e janeiro, postos à mostra como um merecido troféu conquistado após horas de maca, suturas, drenagens, semanas de sol e meses de academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E durante a “ofegante epidemia”, a máxima de que &lt;em&gt;ninguém é de ninguém&lt;/em&gt; torna-se a realidade que se inicia na sexta e dura até terça-feira. Os hormônios entram em ebulição e embebeda-se o superego, deixando o momento mais permissivo. Bocas e corpos se misturam. Existe uma urgente necessidade como se o mundo fosse acabar no dia seguinte. Mas não acaba... até a noite de terça, porque na quarta, ficam apenas as cinzas dessa gigante fogueira que aquece nosso povo e faz ferver os hormônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do meio dia de quarta, voltam os ternos, &lt;em&gt;tailleurs&lt;/em&gt;, os ônibus lotados, a pressa contida pelo trânsito engarrafado. A vida continua e os seios se guardam recatadamente, pudica e virginalmente sob várias camadas de tecido. Tudo o que foi permitido durante a festa torna-se o desejo incontido de permanência para alguns e a ressaca moral de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim continua até o próximo fevereiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-8754672258887630505?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/8754672258887630505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=8754672258887630505' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8754672258887630505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8754672258887630505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/02/hormnios-em-fria.html' title='Hormônios em fúria'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-1488259410222271558</id><published>2008-01-12T06:57:00.000-08:00</published><updated>2008-01-12T07:02:23.437-08:00</updated><title type='text'>Saudade(s)</title><content type='html'>Existe um fenômeno lingüístico chamado “idiotismo”, que é uma construção própria de uma determinada língua, uma locução própria. Temos diversos exemplos disso, mas o que mais chama a atenção (a minha, ao menos) é uma palavra que, segundo alguns, não é o melhor caso, haja vista haver algo que se assemelha, salvo engano, no espanhol. A palavra em questão é “saudade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade é um sentimento melancólico de coisas ou pessoas que estão distantes ou já se foram. Aquela dor que espezinha, que nos deixa com os olhos voltados para o passado, relembrando fatos, palavras, situações. Aquele sentimento que nos deixa com um meio sorriso no rosto e, não raramente, com os olhos marejados. Não chega a ser uma angústia, mas é muito mais que a simples lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga muito querida me corrigiu certa vez por eu ter o hábito de usar a palavra no plural, alegando que a língua não admite o “s” ao final. Preocupado, fui me socorrer dos dicionaristas, que, certamente tendo os mesmos sentimentos que eu, entenderam que é tanta saudade que não cabe apenas o singular para a palavra, admitindo o plural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade. Saudades. No singular, sentimento melancólico por quem se foi. No plural, lembranças afetuosas a pessoas ausentes. &lt;em&gt;Mutatis mutandi&lt;/em&gt;, ficam seis por meia dúzia. No final as pessoas não estão próximas e o sentimento aperta o peito e molham-se os olhos, inevitavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O certo é que, como dizia o poeta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para isso fomos feitos:&lt;br /&gt;Para lembrar e ser lembrados&lt;br /&gt;Para chorar e fazer chorar&lt;br /&gt;Para enterrar os nossos mortos —&lt;br /&gt;Por isso temos braços longos para os adeuses&lt;br /&gt;Mãos para colher o que foi dado&lt;br /&gt;Dedos para cavar a terra.[...]”&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Vinícius de Moraes – Poema de Natal)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eu sinto saudade. Eu sinto saudades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-1488259410222271558?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/1488259410222271558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=1488259410222271558' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1488259410222271558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1488259410222271558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2008/01/saudades.html' title='Saudade(s)'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-5171246768728288602</id><published>2007-11-19T11:03:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T18:19:21.469-08:00</updated><title type='text'>Você é caveira?</title><content type='html'>Vamos combinar uma coisa, "Tropa de Elite" é o filme nacional mais comentado, mas assistido e mais pirateado da nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma estrutura dura, com a luz um tanto estourada, com uma edição bruta e com um enredo pesado, com cenas de violência explícita, um capitão heroicizado e com algo de fascimo na história, Tropa de Elite mostra uma realidade conhecida de perto por quem é dos morros cariocas e do "caveirão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisando no Google, há, aproximadamente 2.250.000 referências para "Tropa de Elite". No Orkut, há mais de 1000 referências para comunidades com esse nome. É claro que nem tudo se refere ao filme, mas não é exagero acreditar que uma parte considerável seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não poderia deixar de ser, há muitos blogs sobre o filme. Alguns, inclusive, muito divertidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Capitão Nascimento tem um. Aliás, tinha... segundo consta ele foi assistir show do Tim Maia ao vivo e deixou o comando para o Capitão (nem sabia que o aspira tinha sido promovido) Matias. Vale conferir. &lt;a href="http://capitaonascimento.wordpress.com/"&gt;http://capitaonascimento.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito interessante, também, o teste pra saber quem é você na guerra. Faça você também: &lt;a href="http://capitaonascimento.wordpress.com/teste-quem-e-voce-na-guerra/"&gt;http://capitaonascimento.wordpress.com/teste-quem-e-voce-na-guerra/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, você é caveira ou moleque? Pede pra sair, zerodois!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-5171246768728288602?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/5171246768728288602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=5171246768728288602' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/5171246768728288602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/5171246768728288602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/11/voc-caveira.html' title='Você é caveira?'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-3912730548899448630</id><published>2007-11-17T06:55:00.000-08:00</published><updated>2007-11-17T07:06:19.494-08:00</updated><title type='text'>O provão do Fantástico</title><content type='html'>Com a matéria veiculada no Fantástico sobre o ensino público no país, Mato Grosso ficou em polvorosa, com direito ao Secretário de Estado de Educação dar longas entrevistas sobre o ensino no Estado e traçando planos para melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o ensino anda mal, todos já sabíamos. É espantosa a desmemória do nosso povo, que sempre se espanta pelos mesmos motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam só: neste mesmo ano de 2007 houve a divulgação dos resultados do ENEM 2006, onde Mato Grosso teve o pior desempenho do Sul, Sudeste e Centro Oeste. Também ficou atrás de mais três Estados da região Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco). Se analisada apenas a prova de redação, Mato Grosso só fica à frente de dois Estados do País. Temos a terceira pior redação do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provão do Fantástico não é parâmetro. Foi uma prova sorteada com poucos alunos, o que não confere legitimidade aos resultados como sendo os das instituições avaliadas. O ENEM é realizado por universo muito mais abrangente de alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucos dias o assunto já vai estar esquecido e só voltará à tona quando for realizado um novo exame. Certamente não terá melhores resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de uma política séria e continuada na educação. Não se resolve os problemas do ensino com mágicas, mas com um trabalho sério, longo e continuado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-3912730548899448630?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/3912730548899448630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=3912730548899448630' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/3912730548899448630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/3912730548899448630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/11/o-povo-do-fantstico.html' title='O provão do Fantástico'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-4262574805207214034</id><published>2007-11-01T13:37:00.000-07:00</published><updated>2007-11-01T14:24:15.095-07:00</updated><title type='text'>Oratória</title><content type='html'>Esqueça Demóstenes. Esqueça Vieira. Esqueça Barbosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte do discurso tem um novo gênio. A forma de desenvolver idéias envolvendo a platéia (no caso, os ouvintes), de bem articular o vernáculo, de construir frases deixando todos atentos, fazendo jorrar erudição e se fazer bem entender, agora tem um novo nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dono de estilo quase próprio (às vezes me lembra o Mão Santa) o ilustre orador, em seu espináfrico discurso, todo prosopopéia, retumbante e claustrofóbico, figurativo e estrambótico, um homem subjestivamente qualificado, mediocrático, retombante, cabriocárico, que faz com que o próprio "seo" Creysson (dos Casseta) sinta paradoxalmente inveja e orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Carro Velho", o nosso novo ícone, segundo informações, trabalha durante o dia em uma loja de materias de construção e, à noite, é vigia na prefeitura municipal de Quixeramobim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, apresentação feita, sem mais delongas, o ilustre orador falando aos ouvintes da 104, em Quixeramobim. Deleite puro. Aumente o som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=K6lO1rfW6F8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=K6lO1rfW6F8&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma entrevista com o grande Carro Velho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=F-ubWxNtmUI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=F-ubWxNtmUI&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-4262574805207214034?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/4262574805207214034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=4262574805207214034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/4262574805207214034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/4262574805207214034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/11/oratria.html' title='Oratória'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-2272903743035952658</id><published>2007-10-17T15:07:00.000-07:00</published><updated>2007-10-17T17:57:02.436-07:00</updated><title type='text'>O livro do ano</title><content type='html'>Ocorreu no início deste mês a divulgação dos vencedores do &lt;strong&gt;3º Prêmio Bravo! de Cultura&lt;/strong&gt;, incluída a categoria de melhor livro do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concorreram &lt;strong&gt;Dalton Trevisan &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;Macho não ganha flor&lt;/em&gt;), &lt;strong&gt;João Gilberto Noll &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;A máquina de ser&lt;/em&gt;), e &lt;strong&gt;Paulo Ferraz &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;De novo nada&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa-me o último deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo é um grande amigo, tendo o conhecido em 1992. Naquela época eu ainda dava vazão à vontade de ser escritor, tentando ser poeta. Escrevíamos juntos e éramos leitores um do outro. O tempo passou e nos mostrou coisas importantes: a mim, que nunca seria escritor e, tampouco, poeta; ao Paulo, que já o era desde sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado foi que, em sua segunda experiência editorial (a primeira foi com o "&lt;strong&gt;Constatação do óbvio&lt;/strong&gt;" e a segunda com a dupla "&lt;strong&gt;Evidências pedestres&lt;/strong&gt;" e "&lt;strong&gt;De novo nada&lt;/strong&gt;") veio a indicação a melhor livro do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ganhador foi o livro do Noll. Não o li, não posso fazer qualquer juízo, mas não é possível duvidar da qualidade dos trabalhos do Noll e do Dalton. Ambos têm uma história editorial muito sólida, sempre trabalhando a literatura com competência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, o único livro de poesia indicado à premiação pela Revista Bravo é o do Paulo, o que confere a "De novo nada" o título de melhor do ano, nesse gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evitando a tentativa de resenhar "De novo nada", prefiro deixar dois links para quem se interessar em conhecer por si mesmo. Ler todo o livro também é uma boa idéia! (risos)&lt;br /&gt;O blog do Paulo: &lt;a href="http://denovonada.zip.net/"&gt;http://denovonada.zip.net/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma exposição e comentário sobre os livros: &lt;a href="http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet227.htm"&gt;http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet227.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Abraços e vou tentar ser mais assíduo com o &lt;em&gt;arquivosdoxis&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-2272903743035952658?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/2272903743035952658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=2272903743035952658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2272903743035952658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2272903743035952658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/10/o-livro-do-ano.html' title='O livro do ano'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-6960059844049655014</id><published>2007-09-22T09:37:00.000-07:00</published><updated>2007-09-22T09:55:53.289-07:00</updated><title type='text'>O beijo não vem da boca</title><content type='html'>O título é nome de um livro do Loyola Brandão, não fui original, mas gostei do tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, se bem pensado, o beijo não vem da boca. Ele, no máximo, termina nela. Quando o beijo é tão somente o encontro das bocas, nem sequer é mais um beijo. É qualquer coisa. Não é beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro de um sem-fim de beijos que dei. E não me lembro da maioria. Os que me lembro, eram mesmo beijos. Não vieram meramente da boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal, se não vem da boca, de onde vem o beijo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o beijo venha da vontade da conjunção, da união, da descoberta, da vontade da conquista. É a primeira parte de algo, é a expectativa de algo mais. Aquele beijo que se dá sem nem saber quem se está beijando, não é beijo. A mera coleção de bocas onde se encosta não é beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo tem que ser sentido. Seja amor, paixão, tesão. Mas tem que ser sentido e, nesse caso, não vem da boca. Tem outras origens. Isso é beijo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto é troca de saliva. Baba trocada. Nada além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Loyola tem razão: o beijo não vem da boca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-6960059844049655014?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/6960059844049655014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=6960059844049655014' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6960059844049655014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6960059844049655014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/09/o-beijo-no-vem-da-boca.html' title='O beijo não vem da boca'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-2317971472191375177</id><published>2007-09-13T18:42:00.000-07:00</published><updated>2007-09-13T19:23:20.483-07:00</updated><title type='text'>Há algo de vinho na poesia</title><content type='html'>No &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;anterior eu disse que há algo de poesia no vinho. Agora eu quero inverter: há algo de vinho na poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar comum, o estereótipo, levam a associar o poeta a alguém boêmio, ébrio de vinho, com suas emoções à for da pele, sempre choroso de amor. Mesmo que este estereótipo esteja distante da poesia de hoje (no quesito choroso, ao menos!!! - risos), a imagem é inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta associação não é de graça, foi cultivada ao longo dos anos. A geração romântica, sobretudo a segunda geração romântica, com Lord Byron e companhia, foram responsáveis pela consagração desse modelo de poesia, sendo tão forte o movimento que até hoje acha-se que poesia é despejar sentimentos (amorosos, principalmente) em uma folha de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o álcool quase sempre faz dupla com a tristeza. E o vinho tem algo de especial para isso. Vinho e poesia... Poesia e vinho... É isso, algo de vinho na poesia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algo de um no outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra ilustrar, vou transcrever uma poesia que ilustra isso tudo com maestria.&lt;br /&gt;(e, que fique claro, não é nenhum recado meu pra ninguém... tá?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O beijo e o vinho&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Luiz Edmundo)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tu te lembras, estouvada,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;quando, sem modos, sem pejo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;enchendo a boca de vinho,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;passaste, de vagarinho, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;à minha boca, num beijo?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Achei a idéia engraçada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E original o manejo:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A tua boca encarnada,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A me beijar, de mansinho,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;sorrindo pelo meu beijo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;toda manchada de vinho...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desde esse dia eu não vejo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;para minh'alma embriagada,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;outra boca em meu caminho.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A causa, entretanto, estouvada,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;dessa embriaguez de desejo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;mais doce que o teu carinho,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;não pude ter decifrada:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não sei se foi o teu beijo...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não sei se foi o teu vinho...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-2317971472191375177?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/2317971472191375177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=2317971472191375177' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2317971472191375177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2317971472191375177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/09/h-algo-de-vinho-na-poesia.html' title='Há algo de vinho na poesia'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-7226256175600322371</id><published>2007-09-09T08:46:00.000-07:00</published><updated>2007-09-09T18:55:32.451-07:00</updated><title type='text'>Bebida com sentimento</title><content type='html'>Há tempos se associou o vinho à poesia, ao romance. Jantar romântico sem vinho é como noivado sem alianças. Em grandes comemorações, temos o champagne, que nada mais é que um tipo de vinho "festivo". Existe sentimento no vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando com uma amiga, ela me disse que prefere vinho porque se bebe "com sentimento". Eu concordo, vinho não se bebe como a cerveja (para refrescar) nem como o wisky (para desestressar) ou mesmo para se "encher a cara". Há algo de diferente no vinho. Há algo de sentimento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinho é uma bebida de contemplação. A análise da cor, do aroma, de como o sabor se espalha pela boca, se os taninos são mais ou menos acentuados, se há aromas secundários, terciários. Só quem passou por essa experiência entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O sentimento do vinho começa no cenário: a mesa posta, o vinho sobre a mesa, as taças, a música, a companhia, a comida (perfeitamente dispensável sem causar problemas). A garrafa sendo aberta, o saca-rolhas, o líquido despejado nas taças, tingindo de vermelho a cena.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Existe sentimento no vinho. Há algo de poesia no vinho.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-7226256175600322371?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/7226256175600322371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=7226256175600322371' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7226256175600322371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7226256175600322371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/09/bebida-com-sentimento.html' title='Bebida com sentimento'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-7538421091520016414</id><published>2007-09-01T15:57:00.000-07:00</published><updated>2007-09-05T19:38:51.971-07:00</updated><title type='text'>A Licitação Bourne</title><content type='html'>Em um sábado desses uns amigos me convidaram pra assistir "O Ultimato Bourne". Ótimo, vamos ao cinema. Havia apenas um pequeno e quase desprezível detalhe: este é o terceito filme de uma série da qual não vi nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, em um final de semana de pós-graduação, com aulas até no domingo, dediquei minha madrugada de sábado para assistir as duas primeiras partes, "A Identidade Bourne" e "A Supremacia Bourne". Em meio ao sono intenso, o cansaço inevitável e a maciez do meu travesseiro, assisti o filme em flashes. Ora dormia, ora assistia. Mas foi o suficiente pra não perder o "fio da meada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, essa primeira parte do post foi só pra chegar no mais interessante. Bem, quem conhece a história sabe que Bourne é um agente da CIA. Como se sabe, a CIA é um órgão público norte-americano. Como se sabe, os órgãos públicos, para adquiri bens e serviços, precisam passar por um sistema de controle (a licitação), ao menos no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, querendo acreditar que também há licitação do lado de cima do Equador, resta crer que uma certa fábrica de celulares ganhou a concorrência na CIA e disseminou seus aparelhos naquele órgão. TODOS os aparelhos celulares que aparecem no filme (e não são poucos) são da mesma marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestem atenção e comecem a desconfiar de quem tiver aparelho daquela marca. Seu pai, sua mãe, esposa, esposa, namorado(a), amigos... todo mundo agora é suspeito!!!!! (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez haja um quarto episódio: A Licitação Bourne!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-7538421091520016414?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/7538421091520016414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=7538421091520016414' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7538421091520016414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7538421091520016414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/09/blog-post.html' title='A Licitação Bourne'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-6173377600690848967</id><published>2007-08-23T17:22:00.000-07:00</published><updated>2007-08-23T17:36:36.490-07:00</updated><title type='text'>Mudando as regras</title><content type='html'>Veiculou na Folha de São Paulo uma matéria sobre mudanças nas regras da nossa ortografia. Fim do trema, retirada de acentos diferenciais e mais uma pá de coisas. (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u321373.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u321373.shtml&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo não sendo um purista, essas mudanças na língua sempre me preocupam. A língua é um patrimônio que não pode ser perdido. Ao meu ver, seria mais cabível uma campanha de valorização da língua, preparar os professores para melhor ensinar, estimular os alunos a buscar o correto. Ceder à dificuldade é aceitar a falência do ensino e não querer melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua evolui, é fato. Mas será correto assimilar o fácil? Enquanto o Brasil facilita as regras, alguns países proíbem o estrangeirismo e a veiculação de palavras escritas de forma errada pela imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem o que será do cágado se lhe retirarem, também o acento!!!! (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscando a facilidade no lugar da educação, chegará o dia em que se escreverá "duas de trinta" por não se saber mais como é "sessenta".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-6173377600690848967?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/6173377600690848967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=6173377600690848967' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6173377600690848967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6173377600690848967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/08/mudando-as-regras.html' title='Mudando as regras'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-6482370570428862922</id><published>2007-08-18T08:13:00.000-07:00</published><updated>2007-08-18T08:50:29.343-07:00</updated><title type='text'>Considerações sobre o "ainda"</title><content type='html'>Algumas palavras encerram em seu conteúdo algo escondido, algo que precisa de entrelinhas para ser decifrado. Um conteúdo mascarado. É o caso do AINDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AINDA é algo que, por enquanto é, mas vai deixar de ser. É um momento de transição, a preparação para a mudança, o anúncio do fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de alguém que eu AINDA sou jovem é uma forma de dizer que eu quase já não sou. É o prenúncio da decrepitude. Não se diz ao um menino de 14 anos que ele AINDA é jovem. Ele é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando sobre isso com uma amiga, ela me contou que um namoro dela teve o fim durante o ainda. Tudo por conta de um "eu ainda de te amo". Resistia a tentativa do sentimento, que já se anunciava desgastado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AINDA é o momento onde já se fez ou teve mais e agora caminha-se para o exaurimento. O AINDA é inevitável, já que tudo passa... (ainda bem!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-6482370570428862922?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/6482370570428862922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=6482370570428862922' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6482370570428862922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/6482370570428862922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/08/consideraes-sobre-o-ainda.html' title='Considerações sobre o &quot;ainda&quot;'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-4276237911168797196</id><published>2007-08-09T17:40:00.000-07:00</published><updated>2007-08-09T18:00:37.946-07:00</updated><title type='text'>Lísias e Benedetti</title><content type='html'>Há algum tempo fiz duas constatações, uma em decorrência da outra. A primeira é que eu não leio mais tanto quanto lia minha juventude. A segunda, em decorrência da primeira é a de que (céus!!!!) eu não sou mais jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artrites e reumatismos à parte, resolvi voltar às minhas leituras e desempoeirei alguns livros que descansam há tempos na estante. Dois me chamaram a atenção a ponto de relatar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro é de um autor que conheci em São Paulo, em uma FLAP (para saber mais sobre a FLAP, pergunte pra Ana Rüshe &lt;a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=851804919363347883"&gt;http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=851804919363347883&lt;/a&gt; ou no &lt;a href="http://www.anar.com.br/"&gt;www.AnaR.com.br&lt;/a&gt;), chamado Ricardo Lísias. Naquele evento houve uma análise de uma novela dele chamado "o capuz". Muito interessante. O que li recentemente foi o "duas praças". Uma linguagem interessante, um formato instigante. Vale a leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando lendo, agora, muuuuito lentamente, saboreando cada linha de um autor uruguaio chamado Mario Benedetti em seu "a trégua". No auge da minha ignorância eu o desconhecia por completo. O livro está escrito na forma de diário, contanto a história de Martin Santomé, um homem que beira os 50 anos, às vésperas de se aposentar, com uma vida pouco interessante, dono de uma personalidade irônica, beirando o cinismo e demostrando um imenso desencanto com o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma de diário permite que se ingresse profundamente no mundo do personagem, em seus sentimentos mais íntimos, em suas desconfianças, suas (des)esperanças e seu reencontro com o amor (?!) por meio de uma jovem que lhe tem menos da metade da idade. Uma análise interessantíssima da alma humana. Vale muito à pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometi sempre ser breve nos textos e me excedi. Acabei me empolgando! Nas próximas, serei menos prolixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-4276237911168797196?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/4276237911168797196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=4276237911168797196' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/4276237911168797196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/4276237911168797196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/08/lsias-e-benedetti.html' title='Lísias e Benedetti'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-5165039019443655717</id><published>2007-08-04T19:10:00.000-07:00</published><updated>2007-08-04T19:30:51.922-07:00</updated><title type='text'>Pequenos gênios</title><content type='html'>Parece que de tempos em tempos a gente recebe neste mundo alguns gênios. Pessoas que se destacam e que fazem tarefas complicadas parecerem brincadeiras de criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, recebi, via e-mail, um video de uma menininha que não parece ter mais que 5 anos (se tudo isso) tocando "tico-tico no fubá". Já vi muita "gente grande" apanhando dessa música, haja vista a rapidez das notas. No entanto, a chinesinha se dá ao luxo de brincar e dançar enquanto toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O YouTube tem o video, neste endereço: &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=jK3mZUucQ9M"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=jK3mZUucQ9M&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana que se encerra hoje, tivemos em minha cidade a IV Semana da Música, com a participação de músicos de grande qualidade e competência. Dentre eles, Celso Pixinga, tido como um dos maiores baixistas do mundo. São gênios (mesmo que não sejam mais "pequenos") que se destacam e que nos enchem os olhos e os ouvidos com suas interpretações magníficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos pelo nosso imenso Brasil existem assim, nem dá pra saber. Mentes geniais na música, na matemática, nas ciências... Não existe uma política que aproveite as potencialidades desses gênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, sejamos justos: no futebol eles são aproveitados. Olheiros dos times enxergam, nos pequenos gênios, grandes fortunas. Os demais, ficam à mercê da própria sorte ou da estrutura familiar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-5165039019443655717?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/5165039019443655717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=5165039019443655717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/5165039019443655717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/5165039019443655717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/08/pequenos-gnios.html' title='Pequenos gênios'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-8404149327598153143</id><published>2007-07-28T12:53:00.000-07:00</published><updated>2007-07-28T13:09:53.900-07:00</updated><title type='text'>Aprendendo com os problemas</title><content type='html'>Responda rápido: para que servem o platô, a bronzina, a correia dentada, o cebolão do radiador, o platinado e os anéis do motor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vc conhece essas peças e sabe para que servem, ou é estudioso/trabalha com mecânica ou seu carro já teve problemas com elas. O mesmo tem acontecido hoje com a aviação: pessoas que nunca viram um avião por dentro, discutem, como se fosse especialistas, sobre transponder, caixa preta, ranhuras na pista, reverso, "arremeter" e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizes daqueles pelo mundo que se preocupam apenas em abastecer o carro e que sabem, tão somente, que o avião decola e pousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento tem custado muito caro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-8404149327598153143?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/8404149327598153143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=8404149327598153143' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8404149327598153143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8404149327598153143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/07/aprendendo-com-os-problemas.html' title='Aprendendo com os problemas'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-2872579270987750902</id><published>2007-07-17T17:16:00.000-07:00</published><updated>2007-07-17T17:34:31.071-07:00</updated><title type='text'>Tragédias</title><content type='html'>Há anos houve a colisão do jato que transportava os "Mamonas Assassinas" em uma serra em São Paulo. Pouco tempo depois, caiu um avião em uma área urbana, não lembro onde, e que ficou registrado na caixa preta da aeronave uma fala do piloto, tentando evitar o pior, que disse: "ao menos consegui desviar do colégio" (que estava em horário de aulas). Recentemente, o choque do avião da Gol. Agora, nova tragédia envolvendo um avião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meio mais seguro de viagem, segundo estatísticas, é o aéreo. Evidentemente, não para quem estava à bordo das aeronaves que estiveram nessas tragédias. Não sou piloto, nada entendo de aviação. No entanto, pousar em Congonhas sempre me pareceu uma aventura. Descida íngreme e desaceleração brusca. Confesso que gosto da sensação causada pela descida naquele aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso também que sempre acreditei que os controladores do aeroporto não deixariam que houvesse pousos na pista caso não houvesse condições. O mesmo serve para os pilotos, que não arriscariam vidas (inclusive as deles) em uma manobra arriscada. Menos ainda interessa à empresa destruir uma aeronave, seja pelo valor do bem, seja pelo nome e confiabilidade à marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que houve? Como se explica? O que dizer às famílias que foram mutiladas parcialmente nesta tragédia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de dizerem que voar é seguro, a cada dia, a cada vôo, fica a incerteza sobre, após entrar na aeronave, de que parte das estatísticas vai-se fazer parte após a decolagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus mais sinceros sentimentos às famílias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-2872579270987750902?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/2872579270987750902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=2872579270987750902' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2872579270987750902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/2872579270987750902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/07/tragdias.html' title='Tragédias'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-1593843774034437101</id><published>2007-07-13T08:00:00.001-07:00</published><updated>2007-07-13T08:27:52.272-07:00</updated><title type='text'>E o Pagot?</title><content type='html'>Homem forte do Governo de Mato Grosso e suplente de Senador, L.A. Pagot, está há meses na espera para ser sabatinado e assumir a presidência nacional do DNIT. E ainda vai ter que esperar mais, já que manobras de plenário adiaram (por enquanto) para depois do recesso a votação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso de tudo é ver o PT acusando o PSDB de estar emperrando a máquina administrativa, de promover uma guerra pessoal que tem como atores principais algumas personalidades políticas do Estado de Mato Grosso. Faz bem lembrar que, antes de janeiro de 2003 a prática da oposição, da tomada de medidas procrastinatórias de ações do Executivo, de incitações para greves, de mobilizações contra pagamento da dívida ao FMI e de outros tantos batuques e bate-panelas estavam na ordem do dia dos hoje comandantes do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É jogo democrático: situação X oposição. Uma hora se é pedra e na outra, vidraça. Ganha o jogo quem não tem tenhado de vidro, quem tiver o menor número de telhas de vidro ou então quem tiver a melhor pontaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém arrisca um palpite?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-1593843774034437101?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/1593843774034437101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=1593843774034437101' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1593843774034437101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1593843774034437101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/07/e-o-pagot.html' title='E o Pagot?'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-1346931086667485615</id><published>2007-07-09T16:29:00.001-07:00</published><updated>2007-07-11T08:03:30.500-07:00</updated><title type='text'>A face da morte</title><content type='html'>Se existe uma grande e irrefutável verdade é a de que todos vamos morrer. Nascemos predestinados à morte. Aliás, mal nascemos e já começamos a morrer, como diria Vinícius.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fato é o nosso despreparo para esse momento. Cada vez que um ente ou amigo querido se vai, a dor é inevitável. Também há a comoção nas mortes violentas ou trágicas noticiadas pela imprensa (sobretudo a sensacionalista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a morte é anunciada, seja pela idade avançada, seja por uma doença agravada ao longo dos tempos, a dor é suavizada e há uma tentativa de aceitação. Algo do tipo "fulano descansou".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas existe a morte violenta ocasionada pelas bestialidades humanas e pelos acidentes. Para estas, não há remédio e a dor é potencializada sobretudo quando a idade é pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dói o peito, marejam os olhos, soluços intermináveis e a certeza da injustiça da vida são certos em quem fica e vela o corpo, que parece sorrir às vésperas do sepultamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta hora, ainda lembrando Vinícius, resta pensar que vão continuar a existir as memórias de quem se vai, porque para isso fomos feitos, "para lembrar e sermos lembrados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...&lt;br /&gt;Pois para isso fomos feitos:&lt;br /&gt;Para a esperança no milagre&lt;br /&gt;Para a participação da poesia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para ver a face da morte &lt;/strong&gt;-&lt;br /&gt;De repente nunca mais esperaremos...&lt;br /&gt;Hoje a noite é jovem; da morte, apenas&lt;br /&gt;Nascemos imensamente."&lt;br /&gt;(poema de natal - vinícius de moraes)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-1346931086667485615?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/1346931086667485615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=1346931086667485615' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1346931086667485615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/1346931086667485615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/07/face-da-morte.html' title='A face da morte'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-74374674234795461</id><published>2007-07-05T07:20:00.000-07:00</published><updated>2007-07-05T12:51:25.194-07:00</updated><title type='text'>Vida é prazo.</title><content type='html'>Vida é prazo. Na absurda economia e administração do tempo, estabelece-se prazo pra tudo. Cinco minutos para um cafezinho. Duas horas de almoço.Um mês de férias. Ao que parece, os seres humanos não sabem existir sem estabelecer prazos para suas atividades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastasse haver prazo para tudo o que nos rege na vida civil, ainda há teorias que estabelecem até prazos para sentimentos. Diz a teoria que o prazo de uma paixão é de 18 a 30 meses. Complicadas explanações informam que o prazo é estabelecido em virtude da liberação de hormônios e mais uma série de fatores externos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirma ainda a teoria que, depois de acabada a paixão ou nada sobra ou tudo vida amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando iniciarem um relacionamento daqueles que deixam frios na barriga e sorrisos no rosto, deixem claro que, no máximo em 30 meses a paixão vai pelo ralo e vai restar ou um amor fraterno ou nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra opção é rir dessa afixação de prazos, acreditar que a paixão pode durar menos de 15 minutos ou a vida toda. Acreditar que os sentimentos não cabem em uma regra aritmética.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-74374674234795461?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/74374674234795461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=74374674234795461' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/74374674234795461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/74374674234795461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/07/vida-prazo.html' title='Vida é prazo.'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-492555209103500731</id><published>2007-07-03T16:02:00.000-07:00</published><updated>2007-07-03T19:35:38.660-07:00</updated><title type='text'>Escracho Nacional ou "Cadê o Vavá?"</title><content type='html'>Eu fico encantando com a capacidade do povo brasileiro em fazer piada com as piores mazelas que assolam nossas vidas e corroem a nossa democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente o irmão do Presidente da República foi citado em um documento da Polícia Federal em virtude de uma conversa um tanto heterodoxa (ou seria o contrário?) sobre a destinação de recursos para obras em nosso país. Pois bem, curiosamente, ato contínuo a mídia trouxe a notícia de um caso do Presidente do Senado com uma jornalista que resultou em uma filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia retirou o Vavá das paradas de sucesso e ninguém mais comenta a história do "lambari". O que se tornou assunto corrente foi o "caso Renan".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas pra constar, a mãe da "renanzinha" é uma jornalista chamada "Mônica" (acho que Bill Clinton conhece uma história com esse nome) e as discussões acerca das altas somas pagas a título de pensão, entregues por meio de um &lt;em&gt;lobbista&lt;/em&gt;, geraram, no mínimo um "mal estar" no Senado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como dito acima, o povo brasileiro consegue manter o bom humor e fazer piada até nesses momentos de grande crise. Duvida? Então, veja a foto abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/RorYPgHVJkI/AAAAAAAAAAk/P5kjsW8LwBc/s1600-h/Mulher_de_Taguatinga_A.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/RorYPgHVJkI/AAAAAAAAAAk/P5kjsW8LwBc/s400/Mulher_de_Taguatinga_A.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083112890271344194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-492555209103500731?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/492555209103500731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=492555209103500731' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/492555209103500731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/492555209103500731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/07/escracho-nacional-ou-cad-o-vav.html' title='Escracho Nacional ou &quot;Cadê o Vavá?&quot;'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/RorYPgHVJkI/AAAAAAAAAAk/P5kjsW8LwBc/s72-c/Mulher_de_Taguatinga_A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-7630328373346875855</id><published>2007-06-30T15:49:00.001-07:00</published><updated>2007-06-30T16:16:54.687-07:00</updated><title type='text'>Aldeia Global</title><content type='html'>Em um bate-papo com um colega de pós-graduação, depois outros assuntos de relevância mundial como as saias curtas, os decotes e as calças justas de algumas colegas, sabe-se lá como, assunto descambou para as culturas dos povos. E isso sempre traz reflexões tristes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os povos do mundo têm, ao que nos parece (já que ele comunda da mesma opinião que eu), caminhado para a perda da identidade. As pessoas quase sentem vergonha da cultura local e importam, sem uma análise mais detida, o modismo dos grandes centros. As redes de fast-food tornaram as comidas regionais um espetáculo exótico para meia dúzia de turistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns núcleos, ao seu modo, ainda mantêm a cultura por um sentimento raro de amor ao solo onde se nasceu. É raro. E o resto do mundo os julga "atrasados" por não terem se alinhavado aos ditames da ordem mundial, com um &lt;em&gt;hot-dog&lt;/em&gt; em uma mão e algo &lt;em&gt;diet&lt;/em&gt; na outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No novo mundo tudo é &lt;em&gt;fast&lt;/em&gt;, tudo é rápido. O sucesso é &lt;em&gt;fast&lt;/em&gt;, a comida é &lt;em&gt;fast&lt;/em&gt;, os romances (?!) são &lt;em&gt;fast&lt;/em&gt;. O novo mundo canta com o Baleiro, "minha vida agora é &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt;, meu passado é que foi &lt;em&gt;trash&lt;/em&gt;!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, vamos reduzindo o mundo inteiro a uma pequena aldeia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-7630328373346875855?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/7630328373346875855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=7630328373346875855' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7630328373346875855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/7630328373346875855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/06/aldeia-global.html' title='Aldeia Global'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-879260571547911607.post-8175589502516837333</id><published>2007-06-28T19:05:00.000-07:00</published><updated>2007-06-28T19:54:50.971-07:00</updated><title type='text'>Tentando entender isso aqui.</title><content type='html'>Entendo praticamente nada de blogs, apesar de já ter participado de um. A intenção, neste, é falar um pouco do dia-a-dia, poder dar a minha opinião sobre um monte de coisas (muitas sem nenhuma importância) sem que ninguém tenha me peguntado o que acho delas! (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era pra ter essa imagem no topo da página:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/RoR0YgHVJjI/AAAAAAAAAAc/-PCNkr06YAY/s1600-h/template.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/RoR0YgHVJjI/AAAAAAAAAAc/-PCNkr06YAY/s400/template.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081314243867125298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, por enquanto, a luta é pra deixar esse "lay-out" da forma que pretendo. Vamos ver se eu dou conta sozinho ou se vou ter que pedir ajuda aos universitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços a todos os que passarem por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/879260571547911607-8175589502516837333?l=arquivosdoxis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/feeds/8175589502516837333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=879260571547911607&amp;postID=8175589502516837333' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8175589502516837333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/879260571547911607/posts/default/8175589502516837333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arquivosdoxis.blogspot.com/2007/06/tentando-entender-isso-aqui.html' title='Tentando entender isso aqui.'/><author><name>Xisto Bueno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08610283642288109972</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/SXj2zdidM2I/AAAAAAAAACk/JpjPBPhZHj0/S220/chaps+placa+-+edit.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mTqLRcquKUY/RoR0YgHVJjI/AAAAAAAAAAc/-PCNkr06YAY/s72-c/template.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry></feed>
